MPRJ Desencadeia Operação Ouroboros Contra Fraudes no Instituto Rio Metrópole
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Ouroboros, que investiga um complexo esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). A autarquia estadual, vinculada à Secretaria de Governo, teria celebrado contratos irregulares que resultaram em fraudes em licitações e desvios de aproximadamente R$ 86 milhões.
As apurações, iniciadas a partir de uma auditoria interna na gestão do governador em exercício Ricardo Couto, revelam que o IRM direcionou contratos a partir de 2022 para as empresas Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia e Consultoria. Posteriormente, essas empresas firmaram subcontratos fictícios com o Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, que servia como intermediário para o repasse de parte dos valores recebidos da autarquia.
O dinheiro desviado era sacado da conta do Instituto Bio com a escolta de funcionários da Rioforte, uma empresa de vigilância. A operação já resultou na prisão de cinco pessoas, com o cumprimento de seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Entre os detidos estão o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, o Didê, e a ex-fiscal da autarquia e fundadora do Instituto Bio, Caroline Soares Barros.
Prisões e Foragidos na Operação
Além de Davi Perini Vermelho e Caroline Soares Barros, foram presos Franquis Dias Nepomuceno, diretor do IRM e apontado como proprietário da Rioforte; Marcelo Lopes da Silva, procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM; e Amanda Íthala Santos da Paschoa, gestora de contratos do órgão. Um dos alvos da operação, Mauricio Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), é considerado foragido.
Denúncia por Crimes Diversos
O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPRJ denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro. O governo do estado confirmou que a operação teve origem em uma auditoria que identificou indícios de irregularidades, e o relatório foi encaminhado ao Ministério Público para aprofundamento das investigações.
Instituto Rio Metrópole e o Esquema Detalhado
Criado em 2018, o Instituto Rio Metrópole tem como objetivo articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio. As investigações detalham o papel de Caroline Soares Barros, que fiscalizava o IRM e comandava o Instituto Bio, além de Franquis Dias Nepomuceno, diretor da autarquia e dono da Rioforte. Amanda Íthala Santos da Paschoa assumiu a gestão de contratos após a saída de Caroline.
Um aditivo de R$ 58 milhões concedido à Engeconsult em 2023, nos contratos com o IRM, reforça o volume de recursos movimentados de forma irregular. A operação segue em andamento, com a possibilidade de novas prisões e apreensões. Conforme informação divulgada pelo g1.
Fonte: G1
