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Auditoria no Rio de Janeiro: Funcionários Fantasmas em Todos os Órgãos Leva a Mais de 4 Mil Exonerações e Economia de R$ 355 Milhões

Governo do Rio de Janeiro promove corte drástico de pessoal após auditoria revelar irregularidades Uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) do Rio de Janeiro expôs a presença de funcionários fantasmas em todos os 77 órgãos da administração estadual. A investigação, que cruzou dados de ponto, logins em computadores e acesso ao Sistema […]

Resumo

Governo do Rio de Janeiro promove corte drástico de pessoal após auditoria revelar irregularidades

Uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) do Rio de Janeiro expôs a presença de funcionários fantasmas em todos os 77 órgãos da administração estadual. A investigação, que cruzou dados de ponto, logins em computadores e acesso ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI), identificou um padrão alarmante de ausência de atividade em cargos comissionados.

O levantamento, considerado uma das maiores devassas recentes na máquina pública fluminense, resultou na exoneração de mais de 4 mil pessoas. Em algumas secretarias, a proporção de comissionados afastados ou sem atuação identificada chegou a 80%, gerando uma reação em cadeia com cortes de estruturas e extinção de subsecretarias.

As informações, divulgadas pelo diariodorio.com com base no trabalho da CGE e nas medidas adotadas pela gestão estadual, projetam uma economia anual de R$ 355 milhões aos cofres públicos. O impacto financeiro já é sentido, com cortes mensais de quase R$ 15 milhões apenas com as saídas registradas entre março e maio.

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Pente-fino abrange toda a estrutura estadual e expõe falhas generalizadas

A auditoria da CGE classificou os servidores comissionados em uma lista de “alta criticidade” ao identificar a ausência de registro de ponto, login em computadores e acesso ao SEI. Na prática, o cruzamento de dados apontou para pessoas oficialmente nomeadas, mas sem sinais de presença no dia a dia do serviço público. O problema se mostrou disseminado por diferentes áreas do governo, não se limitando a uma única secretaria.

Mais de 4.200 exonerações e extinção de cargos e estruturas

Diante dos resultados da auditoria, o governador em exercício, Ricardo Couto, iniciou uma onda de desligamentos. Até o momento, 4.283 comissionados foram exonerados. As pastas com maior redução de cargos incluem a Secretaria de Trabalho (78,6%), Secretaria de Esporte e Lazer (75,6%) e Secretaria de Turismo (73,3%). A Secretaria de Cultura, Tecnologia e Inovação também sofreu um encolhimento significativo de 65,6%.

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Além das exonerações, o governo avançou na extinção de subsecretarias consideradas desnecessárias, especialmente na Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e na Casa Civil. O processo de auditoria foi concluído em 60 dos 77 órgãos estaduais, com a projeção de economia anual já considerando décimo terceiro salário e férias.

Casos emblemáticos revelam indicações políticas e estruturas de favorecimento

A auditoria também trouxe à tona situações que reforçam a suspeita de indicações políticas e favorecimento. Alguns comissionados, ao serem questionados, apresentaram contradições em suas justificativas de “trabalho externo”. Exemplos citados incluem Marcelo Cabral D’Almeida, que não lembrava o nome do chefe; Marcus Wilson e seu filho, João Antonius Von Seehausen; e Thamires Rangel, filha de deputado estadual, que comandava a Subsecretaria de Conscientização Ambiental.

Outro caso de destaque foi o da influenciadora Bruna Castello Branco Costa Motta, lotada na Seas como adjunto I e exonerada por “alta criticidade”. Ela acumulou mais de R$ 9,6 mil em férias indenizadas sem histórico de acesso aos sistemas do Estado. Para evitar o retorno de suspeitos, o governo implementou restrições e decretou a proibição de retorno ao órgão de origem para comissionados demitidos sob suspeita de fraude.

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Economia milionária e desafios futuros para o governo estadual

A projeção de economia anual de R$ 355 milhões é um indicativo do impacto financeiro da operação. A revisão das folhas de pagamento ganhou peso dentro do Palácio Guanabara como uma estratégia para otimizar os recursos públicos. O governo enfrenta agora o desafio de concluir a limpeza nas demais estruturas e impedir que nomes excluídos retornem ao sistema por vias administrativas.

O pente-fino abriu uma nova frente de atuação dentro do governo fluminense e deve gerar mais baixas nas próximas semanas. Acompanhar o avanço das próximas auditorias e novas exonerações será crucial para entender o desdobramento dessa iniciativa na administração pública do Rio de Janeiro.

Fonte: diariodorio.com

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