Reformulação no Instituto Rio Metrópole Após Escândalo de Corrupção
O desembargador Ricardo Couto, atuando como governador interino do Rio de Janeiro, intensifica a reformulação do Instituto Rio Metrópole (IRM). A autarquia, responsável por gerenciar projetos na Região Metropolitana, foi alvo de uma operação do Ministério Público estadual sob suspeita de desvio de R$ 86 milhões em contratos.
As medidas, publicadas no Diário Oficial, incluem a exoneração de 30 servidores comissionados, a substituição de dois diretores e a suspensão de contratos vigentes. A reorganização visa apurar as denúncias e restabelecer a transparência na gestão do órgão.
A intervenção ocorre após a prisão de ex-dirigentes do IRM, incluindo o então presidente Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. O Ministério Público aponta para uma rede criminosa envolvida em corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro, com indícios de que valores pagos a empresas eram repassados a uma entidade usada como fachada para saques.
Novas Nomeações e Suspensão de Contratos
Um dos nomes anunciados para a nova gestão é o do arquiteto e urbanista Vicente Loureiro, que assume a Diretoria de Desenvolvimento Metropolitano Integrado. Sua expertise em planejamento urbano é vista como um reforço para a reestruturação.
A portaria publicada também determina a suspensão de todos os pagamentos de contratos em vigor no IRM. Essa medida vigorará até a conclusão de uma auditoria minuciosa, conduzida por um grupo de trabalho composto por representantes da autarquia e da Controladoria-Geral do Estado. O prazo para a finalização deste levantamento é de 30 dias.
Investigação e Indícios de Irregularidades
A iniciativa do governo interino de Ricardo Couto busca responder à crise instalada no órgão. O Palácio Guanabara, por meio de auditorias realizadas pela CGE e pelo GSI, identificou indícios de irregularidades que foram encaminhados ao Ministério Público, culminando na operação deflagrada.
O Ministério Público denunciou onze pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações, e lavagem de dinheiro. A investigação aponta para um esquema complexo que utilizava empresas contratadas para desviar recursos públicos.
Fonte: G1
