Governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, anuncia pagamento de recomposição salarial atrasada para servidores
O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, comprometeu-se a pagar a recomposição salarial de 11,5% para os servidores públicos do estado. Esta é uma das principais demandas da categoria e refere-se a duas parcelas que estavam pendentes.
As parcelas serão depositadas nas contas do funcionalismo ao longo do segundo semestre deste ano. A decisão visa atender a uma antiga reivindicação que gerava insatisfação entre os trabalhadores, aposentados e pensionistas do estado.
A recomposição, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em 2021, teve suas duas últimas parcelas não pagas pela gestão anterior, sob a justificativa de dificuldades financeiras e um rombo estimado em R$ 19 bilhões nos cofres estaduais.
Compromisso firmado em reuniões com representantes
O anúncio foi feito por Couto durante reuniões com representantes dos servidores. Em um encontro no Palácio Guanabara, a pedido do presidente da Comissão de Servidores Públicos da Alerj, Flávio Serafini (PSOL), o governador em exercício confirmou o pagamento para ativos, aposentados e pensionistas.
Inicialmente, a expectativa era de que a primeira parcela fosse liberada em junho e a segunda em outubro. Contudo, em uma reunião mais recente com representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), as datas foram ajustadas para agosto e novembro.
Expectativa de melhora na arrecadação viabiliza pagamento
Segundo Flávio Serafini, o pagamento se torna viável devido à expectativa de um aumento na arrecadação do estado. Medidas como cortes de gastos na máquina pública, a adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e a alta nos royalties do petróleo são fatores que contribuem para aliviar as finanças estaduais.
Os servidores aguardam agora a publicação de um decreto que oficialize a recomposição salarial. O governo já havia antecipado a tabela de salários para o ano corrente e a primeira parcela do 13º salário do funcionalismo.
Fonte: G1
