RJ em Alerta: Mais de 13 Políticos Investigados ou Presos em Menos de um Ano

RJ em Alerta: Mais de 13 Políticos Investigados ou Presos em Menos de um Ano

Escândalos no Rio de Janeiro: A Onda de Investigações que Atinge a Classe Política Em um período inferior a um ano, o cenário político do Rio de Janeiro tem sido marcado por uma sucessão de prisões e investigações envolvendo políticos e ex-políticos. Desde setembro de 2025, pelo menos 13 nomes proeminentes foram diretamente afetados por […]

Resumo

Escândalos no Rio de Janeiro: A Onda de Investigações que Atinge a Classe Política

Em um período inferior a um ano, o cenário político do Rio de Janeiro tem sido marcado por uma sucessão de prisões e investigações envolvendo políticos e ex-políticos. Desde setembro de 2025, pelo menos 13 nomes proeminentes foram diretamente afetados por ações da Polícia Federal, Polícia Civil e do Ministério Público do Rio (MP-RJ).

A mais recente adição à lista é o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), detido após a descoberta de um fuzil em seu veículo. A prisão ocorreu durante uma nova fase da Operação Unha e Carne, que apura um esquema de postos de combustíveis suspeito de movimentar R$ 7,6 bilhões.

Essas operações têm revelado conexões preocupantes com atividades criminosas, como a máfia dos cigarros ilegais e o jogo do bicho, além de desvios em áreas essenciais como saúde e educação. A magnitude dos valores envolvidos e a participação de figuras com histórico em cargos públicos acendem um alerta sobre a integridade das instituições no estado. Conforme informações divulgadas pela imprensa.

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Operações Revelam Rede de Corrupção e Crimes Organizados

A Operação Unha e Carne, que recentemente levou à prisão de Márcio Canella, também teve como alvo o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil). Bacellar foi preso sob suspeita de ligações com a máfia dos cigarros ilegais e o jogo do bicho, sendo posteriormente transferido para uma penitenciária federal em Brasília.

O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também foi alvo de busca e apreensão na mesma operação, evidenciando a amplitude das investigações que atingem diferentes esferas do poder.

Um Cronograma de Investigações e Prisões

Os meses de junho e julho de 2026 foram particularmente agitados. Em 30 de junho, Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e presidente estadual do MDB, foi alvo da Operação Anáfora, com investigações sobre desvios na saúde. No mesmo período, o deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador Ulisses Marins foram investigados por suposta ligação com a facção Terceiro Comando Puro (TCP).

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O início de julho viu a Polícia Federal deflagrar mais uma fase de investigação contra assessores e pessoas ligadas ao deputado Sóststenes Cavalcante (PL), focada em supostos desvios da cota parlamentar.

Ex-Governador e Deputados Federais na Mira da PF

O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo da Polícia Federal em maio de 2026 em duas ocasiões. A Operação Sem Refino investigou o uso da máquina estadual para beneficiar um empresário foragido, enquanto a Operação Compliance Zero apura um aporte bilionário do Rioprevidência no Banco Master.

No mesmo mês, o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB) foi investigado na Operação Castratio, sobre fraude em contratos na Secretaria de Agricultura. Dias antes, a 4ª fase da Unha e Carne prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) por suspeita de fraude na Secretaria de Educação.

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O Início da Onda: setembro de 2025

A turbulência política no Rio de Janeiro teve seu marco inicial em setembro de 2025, com a prisão do então deputado estadual TH Joias (MDB) na Operação Zargun, por envolvimento com o Comando Vermelho. Essa prisão foi crucial, pois revelou mensagens que indicariam que Rodrigo Bacellar teria orientado Joias sobre a investigação, desencadeando a primeira prisão de Bacellar em dezembro de 2025 e dando início à Operação Unha e Carne.

É importante ressaltar que todos os políticos citados nas investigações negam irregularidades. Até o momento, nenhum dos casos resultou em sentença definitiva, e as apurações seguem em andamento.

Fonte: g1.globo.com

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