STF define data para julgar eleição indireta ao Governo do RJ
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antecipou para 19 de agosto o julgamento que definirá o modelo da eleição para o mandato-tampão ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. O processo estava suspenso desde abril, após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A decisão de Fachin adiantou a data que estava prevista para 26 de agosto, intensificando a expectativa sobre a definição do futuro político do estado. A questão se arrasta desde março, com uma série de reviravoltas na linha sucessória.
Antes da suspensão, o placar no STF apontava para 4 votos a 1 a favor de eleições indiretas, com os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votando nesse sentido. Flávio Dino divergiu, defendendo eleições diretas. Ainda faltam os votos de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do próprio presidente Edson Fachin. Conforme informação divulgada pelo G1.
Entenda o imbróglio na sucessão do Governo do Rio
O cenário complexo começou com a renúncia de Cláudio Castro em março, com o intuito de se candidatar ao Senado em 2026. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o condenou à inelegibilidade por oito anos a partir das eleições de 2022.
A linha sucessória foi afetada por novas renúncias e cassações. O vice Thiago Pampolha renunciou em maio de 2025 para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Em seguida, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, teve seu mandato cassado, o que levou o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJRJ, a assumir o cargo interinamente.
A decisão do STF em 19 de agosto será fundamental para pacificar a questão e determinar como o Rio de Janeiro escolherá seu próximo governador.
Fonte: G1
