Florestas do Rio: Novos Projetos Buscam Fortalecer Segurança Hídrica em Bacias Estratégicas do Estado

Florestas do Rio: Novos Projetos Buscam Fortalecer Segurança Hídrica em Bacias Estratégicas do Estado

Restauração Ecológica para Segurança Hídrica Um marco importante para a segurança hídrica do Rio de Janeiro foi alcançado com o lançamento dos projetos do edital Florestas do Rio I. A iniciativa, que conta com o apoio do Instituto Aegea e da Águas do Rio, reúne poder público, setor privado e organizações da sociedade civil em […]

Resumo

Restauração Ecológica para Segurança Hídrica

Um marco importante para a segurança hídrica do Rio de Janeiro foi alcançado com o lançamento dos projetos do edital Florestas do Rio I. A iniciativa, que conta com o apoio do Instituto Aegea e da Águas do Rio, reúne poder público, setor privado e organizações da sociedade civil em um esforço conjunto para a restauração ecológica de áreas cruciais.

O objetivo principal é fortalecer a proteção de nascentes e mananciais que abastecem milhões de pessoas no estado. Esta ação integrada faz parte do programa Floresta Viva, do BNDES, e conta com o suporte do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA).

O programa selecionou sete organizações para desenvolver projetos em regiões estratégicas, com foco nas bacias do Guandu e da Baía de Guanabara, além da Região dos Lagos. As ações incluem o plantio de espécies nativas, produção de mudas e sementes, monitoramento ambiental e capacitação de comunidades locais, com a execução operacional a cargo do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

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Integração entre Saneamento e Conservação Ambiental

O Instituto Aegea e a Águas do Rio desempenham um papel fundamental como membros do Comitê Gestor do projeto, acompanhando de perto a execução técnica e as atividades em campo. Essa participação reforça a conexão intrínseca entre a conservação das bacias hidrográficas e a eficiência dos sistemas de saneamento, que dependem diretamente da qualidade e disponibilidade da água.

Tatiana Carius, diretora institucional da Aegea, enfatizou a importância dessa integração: “Não existe segurança hídrica sem um olhar integrado para a conservação ambiental e o saneamento básico. São agendas complementares e fundamentais para a proteção dos mananciais”. Ela destacou ainda os investimentos em obras de saneamento, como a Estação de Tratamento de Esgoto em Queimados, que contribuem para a proteção da Bacia do Guandu, e as obras no Complexo da Maré, que evitarão o despejo de 1,3 bilhão de litros de esgoto na Baía de Guanabara mensalmente.

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Ampliação do Alcance e Referência em Restauração

Denise Rambaldi, presidente do INEA, ressaltou que o projeto Florestas do Rio I amplia o alcance das ações de restauração já em andamento no estado. “Hoje damos um passo importante para fortalecer a segurança hídrica do Rio de Janeiro. Já plantamos milhões de mudas e agora ampliamos esse trabalho com o apoio do BNDES, que traz escala à iniciativa e reúne novos parceiros, como a Aegea, em torno da restauração ambiental”, afirmou.

Marcos Cardoso Santiago, superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, vê o programa como um modelo de restauração ecológica estruturante e conectada aos territórios: “O edital tem a ambição de ser uma referência. A restauração precisa ser estruturante, conectada aos territórios, às pessoas e à geração de renda e oportunidade. Sem isso, a política pública não se sustenta”.

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Projetos com Foco Social e Territorial

A organização Baía Viva, selecionada para executar um dos projetos, atuará na restauração de 50 hectares em Maricá. Sérgio Ricardo, diretor da entidade, destacou o caráter social e territorial da iniciativa. “A ecologia traz essa perspectiva de articulação, de cooperação e de solidariedade, que é tão necessária para que uma política pública como essa aconteça”, disse.

Este projeto em Maricá é particularmente relevante, pois o município enfrenta um dos maiores déficits hídricos da Região Metropolitana, tornando a restauração ambiental uma medida crucial para a melhoria da disponibilidade de água.

Fonte: G1

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