CPI do Crime Organizado defende intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro

CPI do Crime Organizado defende intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro

Relatório final da CPI do Crime Organizado defende intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apresentado nesta terça-feira (14) no Senado, propõe a decretação de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. A medida visa combater o avanço de facções […]

Resumo

Relatório final da CPI do Crime Organizado defende intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apresentado nesta terça-feira (14) no Senado, propõe a decretação de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. A medida visa combater o avanço de facções criminosas e milícias, consideradas por muitos como um problema que transcende a esfera ordinária de segurança.

O documento, assinado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), argumenta que as ações convencionais já não são suficientes para reverter o poder dessas organizações. A intervenção, prevista na Constituição, teria como objetivo reestruturar as forças de segurança, retomar territórios dominados pelo crime e fortalecer a inteligência e a coordenação entre os órgãos envolvidos.

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“A crise fluminense transcende os limites de um problema ordinário de segurança pública: trata-se de uma situação de comprometimento estrutural da soberania estatal sobre parcelas significativas de seu território, agravada pela infiltração sistêmica do crime organizado nas instituições públicas estaduais”, destacou o senador. O texto ainda será votado na CPI, com possibilidade de pedido de vistas.

Intervenção federal focada na segurança pública

A proposta de intervenção federal no Rio de Janeiro se limitaria ao setor de segurança pública e tem caráter de recomendação. A decisão final caberia à Presidência da República, com posterior aprovação do Congresso Nacional. O relator ressalta que o estado concentra três importantes facções criminosas originadas do sistema prisional: o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro, e as milícias armadas.

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Segundo o senador Alessandro Vieira, “Trata-se de milhões de brasileiros que vivem sob o jugo de organizações criminosas armadas, sem que o Estado consiga lhes assegurar os direitos mais elementares: vida, propriedade, liberdade de ir e vir, acesso a serviços públicos e participação no processo democrático”. A situação atual é vista como um grave risco à soberania do Estado.

Desfalques em depoimentos na CPI

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), suspendeu sua ida à CPI, onde seria ouvido como testemunha. Castro alegou orientação médica para repouso devido a um quadro de lombalgia aguda, cancelando sua viagem a Brasília. A comissão também enfrentou dificuldades com o depoimento do ex-deputado estadual TH Joias, preso desde setembro por acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Seu depoimento foi cancelado por falta de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

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Fonte: O Globo

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