Agressão em Vila Valqueire
Uma mulher de 20 anos denunciou ter sido atacada com um estilete pelo ex-companheiro na porta de sua casa, em Vila Valqueire, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O caso ocorreu no último domingo (19) e a vítima, Milena Dias, esteve no Instituto Médico Legal (IML) do Centro nesta terça-feira (21) para realizar exame de corpo de delito. A Polícia Civil investiga o incidente.
Milena relatou que já possuía uma medida protetiva contra Robson Leandro Garcia, de 33 anos, desde o dia 11. No entanto, o ex-companheiro a esperou quando ela chegava do trabalho. Segundo a jovem, ele a puxou para o meio da rua e a ameaçou de morte.
A mãe da vítima, Michele Dias, interveio na agressão. Ao tentar proteger a filha, Michele foi atingida no braço e na costela pelo agressor, que fugiu em seguida. O relacionamento entre Milena e Robson durou dois anos e o término ocorreu há cerca de duas semanas, mas ele não aceitava o fim.
Medida protetiva e apelo por ajuda
Milena fez um apelo para que outras mulheres não passem pela mesma situação. “Mulheres, não aceitem, na primeira que ele ameaçar agredir, saia, vai procurar uma delegacia, tenta se proteger ao máximo”, aconselhou. Ela mencionou que o comportamento do agressor mudou após o início do relacionamento e que esta já é a segunda ocorrência registrada, sem que as medidas anteriores tivessem surtido efeito.
Mãe relata dor e heroísmo
A mãe da vítima, Michele Dias, apesar de estar com o corpo dolorido devido às agressões, afirmou que faria tudo novamente para salvar a filha. “Nesse momento, nós estamos na casa de amigos, estamos muito assustadas. Eu salvei minha filha, tomei duas navalhadas, meu corpo está todo navalhado, mas pela minha filha, eu faço tudo”, declarou.
Investigação policial
A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento na 28ª DP (Praça Seca). As vítimas foram encaminhadas para exame de corpo de delito e a autoridade policial solicitou medidas protetivas de urgência. Diligências estão sendo realizadas para apurar os fatos. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, a medida protetiva já foi autorizada com base na Lei Maria da Penha, considerando os crimes de lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Robson Leandro Garcia.
Fonte: O DIA
