Carnaval no Rio: Segurança reforçada, mas furtos e golpes persistem contra turistas
O Carnaval do Rio de Janeiro atraiu milhões de turistas, prometendo muita festa e aquecimento da economia. Para garantir a segurança, um grande efetivo policial foi mobilizado, incluindo agentes infiltrados em blocos. No entanto, mesmo com essas medidas, diversos turistas estrangeiros foram vítimas de furtos e golpes, tornando-se estatísticas indesejadas da folia.
Relatos de abordagens rápidas, fugas em bicicletas ou motos e atuação em grupo para impedir reações foram comuns. Casos como o da turista francesa Eva Stojarovic, que teve o celular roubado e sofreu escoriações na Lapa, e da finlandesa Tuija Mäntynen, que perdeu seu aparelho na Glória, ilustram a persistência da criminalidade.
A Delegacia de Atendimento Especial de Apoio ao Turismo (Deat) registrou um grande fluxo de estrangeiros relatando ocorrências. Entre sexta-feira e terça-feira de Carnaval, a Polícia Militar prendeu 458 pessoas em flagrante por furtos e roubos, um aumento de 15% em relação ao ano anterior, e apreendeu 74 adolescentes. Foram recuperados 97 celulares e apreendidas 53 armas de fogo e 111 simulacros.
Padrão de crimes e impacto nas redes sociais
Os crimes contra turistas frequentemente seguem um padrão: abordagem por trás, ação rápida e fuga ágil. Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra uma turista sendo derrubada com uma rasteira na Avenida Chile para roubar seu celular. Apesar da prisão de suspeitos, a sensação de insegurança para alguns visitantes permanece.
Relatos de vítimas em diferentes pontos da cidade
A Lapa, epicentro da festa, também foi palco de incidentes. As escocesas Abby Sue e Kaythlin McAcllister relataram ataques em sequência, com o celular de Abby sendo levado e uma tentativa de roubo à bolsa de Kaythlin. O londrino Croydon também vivenciou uma tentativa de roubo de celular e outro furto ao emprestar o aparelho.
Outros turistas, como o israelense Shahar Izhaky, o inglês Ollie Waldran, o holandês Finn de Groot e o alemão Marco, relataram perdas de celulares e tentativas de golpes, incluindo fraudes em máquinas de cartão. A polonesa Maja Dopiera teve sorte ao recuperar seu celular graças à ação rápida de uma policial.
Ações e perspectivas futuras
Apesar dos incidentes, a maioria dos turistas não pretende alterar seus planos de visitar o Rio. As autoridades reforçam que a cidade é um local seguro e que os crimes registrados não refletem a experiência da maioria. A PM intensificou a segurança em áreas com maior incidência de crimes, como o Centro. A Polícia Civil informou que todas as ocorrências na Deat são apuradas com diligências para identificar os autores.
Fonte: O Globo
