Operação Policial no Morro dos Prazeres Deixa Oito Mortos e Gera Caos no Rio
Uma operação policial no Morro dos Prazeres, na região central do Rio de Janeiro, resultou na morte de oito pessoas nesta quarta-feira (18). Entre os falecidos está Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado como líder do tráfico na comunidade. A ação, conduzida pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), teve como alvo integrantes do Comando Vermelho.
Além de Jiló, outras seis pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas e roubo de veículos morreram. Um morador, que teria sido feito refém durante a ação, também foi vítima fatal. A origem do disparo que atingiu o civil ainda será objeto de investigação pelas autoridades competentes.
A violência não cessou com a operação policial. Criminosos reagiram incendiando ônibus e utilizando veículos para bloquear vias importantes, como a Avenida Paulo de Frontin, principal acesso ao Túnel Rebouças. O comércio na região funcionou parcialmente, após ordens de fechamento impostas por traficantes, e linhas de transporte público foram afetadas.
Identidade e Histórico do Chefão do Tráfico
O coronel Marcelo de Menezes, secretário de Estado de Polícia Militar, detalhou que Jiló era um dos criminosos mais antigos da facção, com atuação nas zonas Central, Sul e Tijuca. Ele foi descrito como um traficante sanguinário, envolvido em sequestros, roubos e na morte de um turista italiano, acumulando 135 anotações criminais.
Décadas de Atuação no Crime e Mandados em Aberto
Segundo a polícia, o histórico de Jiló remonta a mais de três décadas de atividades criminosas, com registros por homicídios, sequestro, cárcere privado e organização criminosa. Havia oito mandados de prisão em aberto contra ele. Jiló também é apontado como um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, em 2016, após este entrar acidentalmente na comunidade.
Reação Violenta e Impacto na Rotina da Região
Após a conclusão da operação, a resposta de criminosos tomou as ruas. A incendiar ônibus e criar barricadas com veículos causou transtornos significativos. A Avenida Paulo de Frontin, via crucial para o tráfego da cidade, foi um dos pontos de bloqueio. As ações impactaram o transporte público e o comércio local, que operou sob ameaça.
Fonte: G1
