Mulher autista deixa o Rio após ser vítima de estupro na Barra da Tijuca
Uma mulher diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) decidiu deixar o Rio de Janeiro junto com sua família após ser vítima de um estupro ocorrido em fevereiro, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da capital fluminense. O crime chocou a família, que alega ter tomado a decisão por questões de segurança própria diante da percepção de crescente maldade humana.
O suspeito, que teria oferecido carona à vítima, foi preso no último dia 11. A decisão de se mudar foi comunicada pelo pai da vítima em suas redes sociais neste domingo (15), expressando profunda tristeza e indignação com a situação, que o forçou a deixar o lar para se proteger.
A própria vítima, de 29 anos, compartilhou um vídeo no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, relatando o ocorrido e questionando a falta de segurança no país, especialmente para mulheres atípicas. Ela expressou o desejo por um futuro mais seguro para crianças e meninas autistas.
O crime e a prisão do suspeito
O estupro aconteceu em fevereiro, quando a mulher, identificada por um cordão de identificação para TEA, estava em um ponto de ônibus. O suspeito se ofereceu para levá-la ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas desviou o trajeto e a conduziu até a Praia da Reserva, onde cometeu o abuso. Após o crime, a vítima buscou atendimento médico e registrou o boletim de ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá.
Exames periciais confirmaram a conjunção carnal. A Polícia Civil identificou o carro usado no crime e efetuou a prisão do suspeito, que possuía cadastro como motorista de aplicativo. Ele responderá pelo crime de estupro de vulnerável e teve a prisão preventiva cumprida.
Desabafo da família e da vítima
Em suas postagens, o pai da vítima enfatizou a necessidade de lutar contra a desigualdade e a crueldade humana. “Se desistir, o mal vai vencer sempre. A gente não vai permitir que isso aconteça, nunca”, declarou, reafirmando o compromisso em não se curvar à maldade.
A mulher, em seu vídeo, desabafou sobre a dificuldade de ser uma mulher atípica em um país que considera inseguro. “É muito sofrido e assustador. Espero muito que no futuro a gente viva em um país melhor e mais seguro”, disse, manifestando esperança por um futuro sem tanto medo.
Fonte: G1
