Suspeito de feminicídio no Ceará é preso no Rio de Janeiro após matar nova companheira
Uma cearense identificada como Monalisa de Amorim Pereira, de 30 anos, foi encontrada morta em uma comunidade do Rio de Janeiro. A principal suspeita recai sobre o companheiro da vítima, Bruno Lira de Lima, que já era procurado pela Justiça do Ceará por outro caso de feminicídio. Ele se apresentou à polícia no último domingo (12).
Segundo informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Bruno Lira de Lima se entregou na 9ª Delegacia Policial (Catete) e teve três mandados de prisão em aberto cumpridos. Um deles se refere ao feminicídio de outra cearense, também chamada Monalisa, ocorrido em Fortaleza em março de 2023.
A vítima assassinada no Ceará, Monalisa de Lima Simões, de 21 anos, foi morta com golpes de faca no bairro Conjunto Ceará. Na época, Bruno Lira de Lima já possuía um relacionamento de seis anos com ela e um filho de quatro anos. O Ministério Público do Ceará (MPCE) o denunciou em abril de 2023.
Relacionamento marcado por violência e histórico de feminicídio
De acordo com a denúncia do MPCE, a relação entre Bruno e Monalisa de Lima era marcada por agressões físicas, términos e recomeços frequentes, ciúmes e discussões. Apesar disso, a vítima nunca havia registrado boletins de ocorrência contra o ex-companheiro. O crime em Fortaleza ocorreu no interior do apartamento do casal, quando Monalisa foi buscar documentos.
Após fugir do Ceará, Bruno Lira de Lima teria se escondido no Rio de Janeiro, onde cometeu o segundo feminicídio. A atual companheira, Monalisa de Amorim Pereira, foi encontrada morta nesta semana, e a polícia aponta estrangulamento como causa da morte. A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que perícias foram realizadas e diligências estão em andamento para apurar todos os detalhes do caso.
Família e amigos clamam por justiça
Nas redes sociais, amigos e familiares das duas vítimas criaram uma página intitulada “Justiça por as Monalisas”. A iniciativa busca dar voz e cobrar por justiça para Monalisa de Amorim Pereira e Monalisa de Lima Simões, utilizando a hashtag #naoaofeminicidio. Desde quarta-feira (15), diversas publicações em homenagem às vítimas foram compartilhadas, com mensagens de repúdio à violência e ao crime.
Fonte: O POVO
