Rio de Janeiro pede falência do Grupo Manguinhos após calote em dívida fiscal bilionária

Rio de Janeiro pede falência do Grupo Manguinhos após calote em dívida fiscal bilionária

Governo do Rio de Janeiro solicita conversão em falência de recuperação judicial do Grupo Manguinhos O governo do Estado do Rio de Janeiro deu um passo significativo ao solicitar à Justiça a conversão da recuperação judicial do Grupo Manguinhos, responsável pela Refinaria de Manguinhos (Refit), em um processo de falência. A medida se baseia na […]

Resumo

Governo do Rio de Janeiro solicita conversão em falência de recuperação judicial do Grupo Manguinhos

O governo do Estado do Rio de Janeiro deu um passo significativo ao solicitar à Justiça a conversão da recuperação judicial do Grupo Manguinhos, responsável pela Refinaria de Manguinhos (Refit), em um processo de falência. A medida se baseia na alegação de que a empresa perdeu sua capacidade econômica e falhou em cumprir obrigações cruciais para a continuidade do processo, acumulando uma dívida tributária que ultrapassa os R$ 25,7 bilhões.

Relatórios apresentados pelo Estado indicam uma trajetória de declínio acentuado nas operações do grupo. Após registrar uma receita mensal superior a R$ 1 bilhão em 2025, a companhia viu seus rendimentos despencarem drasticamente, chegando perto de zero no início de 2026. Essa queda expressiva alimenta as preocupações sobre a viabilidade financeira da empresa.

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Para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), os resultados financeiros são um forte indicativo de que a recuperação judicial não atingiu seu objetivo primordial: oferecer uma chance real de reestruturação para empresas com potencial de sobrevivência. A entidade destaca que o grupo continuou a registrar prejuízos, manter custos operacionais elevados e não apresentou um plano viável para garantir a continuidade de suas atividades ou o pagamento de seus compromissos.

Descumprimento de parcelamento fiscal agrava situação

Um dos pontos centrais do pedido de falência é o não cumprimento do acordo de parcelamento especial firmado para a quitação das dívidas fiscais. Segundo o governo do Rio, as parcelas não foram pagas por mais de 90 dias, o que, de acordo com a legislação vigente, pode levar ao cancelamento do acordo e, consequentemente, à decretação de falência.

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Novos débitos e posição da empresa

A PGE-RJ também aponta que, mesmo após aderir ao parcelamento, o Grupo Manguinhos acumulou novos débitos com o Estado, somando mais de R$ 1,8 bilhão. Este valor adicional, que é mais que o dobro do total pago durante o período do acordo, reforça a tese de que os benefícios fiscais não foram utilizados para sanar a situação financeira do grupo. O Grupo Manguinhos é reconhecido pela Receita Federal como o maior devedor persistente de tributos no país, com uma dívida estimada em R$ 26 bilhões. Em sua defesa, a empresa nega os débitos fiscais e refuta as acusações de irregularidades.

Fonte: g1

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