Grupo Liquidificador traz “Frankenstein de Mary Shelley” para o Rio de Janeiro
Após uma temporada de sucesso em Brasília, o Grupo Liquidificador estreia hoje, 6 de agosto de 2026, o espetáculo inédito “Frankenstein de Mary Shelley” no Teatro 3 do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro. A montagem, que celebra os 15 anos do coletivo, propõe uma releitura contemporânea do clássico de 1818, explorando temas como Inteligência Artificial, tecnologia e a própria definição do que nos torna humanos.
Dirigida por Fernanda Alpino, a peça se distancia das adaptações cinematográficas mais populares para se aproximar do espírito original da obra de Mary Shelley. “Frankenstein ou o Prometeu Moderno”, publicado em 1818, ganha novas camadas ao ser confrontado com o presente. A encenação propõe um encontro entre a autora, sua Criatura e o público, revelando o coração pulsante da obra.
A temporada no Rio de Janeiro acontecerá até 30 de agosto, com apresentações de quinta-feira a sábado, às 19h, e aos domingos, às 18h. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). A diretora Fernanda Alpino expressou sua expectativa pela troca com o público carioca, buscando novas perspectivas sobre os temas urgentes abordados na peça.
Uma releitura que dialoga com o presente
A dramaturgia, assinada por Fernando de Carvalho, parte de dois mitos: a criatura formada por fragmentos de corpos e a jovem autora que, aos 18 anos, inventou um novo gênero literário. Em cena, as atrizes Ana Quintas e Larissa Souza exploram a fluidez entre criadora e criatura, com Mary Shelley assumindo múltiplos papéis: autora, personagem e parte do mito que concebeu.
A montagem utiliza uma combinação expressiva de trilha sonora, cenografia e iluminação para criar um ambiente que remete a um laboratório ficcional. O espetáculo mescla aventura, palestra, comédia, drama, horror e ficção científica, desafiando as convenções do teatro contemporâneo para envolver e surpreender a plateia.
Tecnologia, ética e a figura de Frankenstein
Fernanda Alpino destaca que a peça reflete sobre o presente tecnológico e os alertas de Mary Shelley sobre os perigos de delegar decisões e vivências a máquinas e inteligências artificiais. “Em 1818, Mary Shelley já alertava para os perigos de um avanço tecnológico que não vem acompanhado de vínculo, ética e responsabilidade. Neste espetáculo trazemos esses conflitos para hoje, interrogando o que estamos nos tornando enquanto sociedade”, observa a diretora.
A peça também brinca com a onipresença da figura de Frankenstein na cultura pop, desde filmes até histórias em quadrinhos. O Grupo Liquidificador busca, com a montagem, apresentar a fascinante figura de Mary Shelley, uma mulher visionária que revolucionou a literatura e cuja obra permanece extremamente atual, assim como sua criatura. A classificação indicativa é para maiores de 14 anos.
Residência Artística “Monstros Generativos”
Paralelamente às apresentações, o Grupo Liquidificador oferecerá a Residência Artística “Monstros Generativos”, gratuita e voltada para 10 artistas interessados em criação cênica contemporânea. Conduzida por Fernanda Alpino e Fernando de Carvalho, a atividade ocorrerá no CCBB RJ de 17 a 26 de agosto e investigará temas como criação, Inteligência Artificial, identidade e ética. Os participantes desenvolverão cenas e ações que culminarão em uma apresentação pública no dia 26 de agosto.
Serviço:
“Frankenstein de Mary Shelley”
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Teatro III
Temporada: 6 a 30 de agosto de 2026
Horários: Quinta a Sábado, às 19h; Domingos, às 18h
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: Bilheteria física do CCBB ou pelo site bb.com.br/cultura
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 100 minutos
Fonte: G1
