Canella opta por candidatura à Alerj e retira nome do pleito majoritário
O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), anunciou nesta segunda-feira (data) que não concorrerá ao Senado nas próximas eleições. A decisão, segundo ele, foi tomada após reflexão com seu grupo político, e Canella buscará um novo mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A pré-candidatura de Canella ao Senado já vinha sendo abalada desde a sua prisão em flagrante pela Polícia Federal no mês passado, acusado de posse ilegal de um fuzil. Embora liberado posteriormente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) com medidas cautelares, a situação gerou forte repercussão e abriu espaço para questionamentos sobre a viabilidade de sua candidatura majoritária.
A mudança de planos de Canella aumenta a incerteza na formação da chapa bolsonarista no Rio de Janeiro, que já enfrenta outros reveses na articulação de alianças estratégicas. A aliança entre União Brasil e PP, fundamental para a candidatura de Douglas Ruas ao governo, é vista como essencial para garantir tempo de propaganda eleitoral e a força política construída por Canella na Baixada Fluminense e Região Metropolitana.
Motivações para a mudança de candidatura
Canella justificou sua decisão de concorrer à Alerj afirmando que a Baixada Fluminense e o Rio de Janeiro necessitam de parlamentares comprometidos com o combate à criminalidade e a melhoria da qualidade de vida da população. “Como deputado, ao lado da nossa gente, seguirei firme lutando para melhorar toda a Baixada Fluminense. Com fé e coragem para transformar hoje e sempre”, declarou em suas redes sociais.
Impacto na chapa bolsonarista e alianças partidárias
A desistência de Canella à vaga no Senado amplia a indefinição sobre a composição completa da chapa bolsonarista no Rio. Membros do PL haviam considerado a candidatura de Canella inviável politicamente após o episódio da prisão e pressionavam por um novo nome. Contudo, a direção estadual do PL cedeu para manter o acordo com a federação União Brasil-PP, evitando um rompimento que poderia prejudicar a candidatura de Douglas Ruas ao governo.
A situação foi agravada pela desistência de Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, de ser candidato a vice na chapa de Douglas Ruas. A saída de Lisboa retirou da composição o principal nome indicado pela federação, aumentando as dúvidas sobre a permanência do União Brasil e do PP no palanque do PL.
Até o momento, a chapa fluminense do PL conta apenas com a candidatura de Douglas Ruas ao governo e a reeleição do senador Carlos Portinho. A resistência do União Brasil em abrir mão de Márcio Canella para o Senado intensificou o desgaste entre os partidos envolvidos nas negociações.
Fonte: G1
