União Brasil abandona palanque do PL no Rio e complica cenário de Flávio Bolsonaro no Sudeste

União Brasil abandona palanque do PL no Rio e complica cenário de Flávio Bolsonaro no Sudeste

União Brasil sai da coligação com PL no Rio de Janeiro e gera instabilidade para Flávio Bolsonaro O União Brasil comunicou que deixará a coligação com o PL no Rio de Janeiro, optando pela neutralidade na eleição estadual. A decisão impacta diretamente o projeto de Flávio Bolsonaro (PL) de obter um palanque forte no Sudeste, […]

Resumo

União Brasil sai da coligação com PL no Rio de Janeiro e gera instabilidade para Flávio Bolsonaro

O União Brasil comunicou que deixará a coligação com o PL no Rio de Janeiro, optando pela neutralidade na eleição estadual. A decisão impacta diretamente o projeto de Flávio Bolsonaro (PL) de obter um palanque forte no Sudeste, especialmente no Rio, estado onde construiu sua carreira política e que representa o terceiro maior colégio eleitoral do país.

A manobra do União Brasil foi selada com a desistência do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), de concorrer ao Senado. Canella, alvo de uma operação contra lavagem de dinheiro, tentará a reeleição para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Com isso, a federação União Progressista, composta pelo União Brasil e PP, retira seu apoio a Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio.

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Pesquisa Quaest divulgada em 27 de julho aponta Douglas Ruas empatado em segundo lugar com Anthony Garotinho (Republicanos), ambos com 10% das intenções de voto. A ausência de um palanque amplo, como o que o União Brasil poderia oferecer, é vista como um obstáculo para Ruas alcançar o segundo turno, o que desagrada a cúpula do PL.

Reclamações no Centrão e falta de apoio a aliados

A postura de Flávio Bolsonaro tem gerado insatisfação geral no Centrão, afastando partidos que antes sinalizavam apoio. Entre as queixas, destaca-se a percepção de que Bolsonaro não defendeu aliados em momentos de fragilidade, como ocorreu com o senador Ciro Nogueira (PP), alvo de operação da Polícia Federal.

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No caso de Márcio Canella, Flávio Bolsonaro inicialmente o chamou de “amigo” e declarou apoio “100%”. Contudo, após a operação da PF, determinou a saída de sua mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), da suplência de Canella. Essa atitude gerou críticas internas e contribuiu para o distanciamento do União Brasil.

Baque em Minas Gerais e reflexos no Rio

A saída do União Brasil do palanque do PL no Rio de Janeiro não é o único revés para Flávio Bolsonaro no Sudeste. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos), que liderava as pesquisas e havia declarado apoio ao candidato do PL, anunciou que não concorrerá mais ao governo do estado. O PL agora avalia apoiar Marcelo Aro (PP).

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A perda do apoio do União Brasil pode ser particularmente prejudicial para Flávio Bolsonaro na Baixada Fluminense, região onde o partido detém maior influência. A expectativa é que Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, concentre esforços em ajudar seu partido a eleger o maior número possível de deputados federais, o que pode impactar a votação para a chapa majoritária do PL.

Este é o segundo abalo na chapa do PL no Rio de Janeiro. Anteriormente, o ex-governador Claudio Castro desistiu de concorrer ao Senado em maio, após ser alvo de operações da Polícia Federal.

Fonte: BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

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