Eleição indireta para governador do RJ ganha força, mas STF pode rediscutir rumos da sucessão

Eleição indireta para governador do RJ ganha força, mas STF pode rediscutir rumos da sucessão

TSE mantém inelegibilidade de Cláudio Castro, mas afasta cassação de diploma A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de manter a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro, mas rejeitar a cassação de seu diploma, intensificou o debate sobre a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro. Com o julgamento eleitoral concluído, o caminho se […]

Resumo

TSE mantém inelegibilidade de Cláudio Castro, mas afasta cassação de diploma

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de manter a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro, mas rejeitar a cassação de seu diploma, intensificou o debate sobre a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro. Com o julgamento eleitoral concluído, o caminho se abre para que o Supremo Tribunal Federal (STF) retome a discussão sobre a sucessão no estado.

A Corte, por 5 votos a 2, negou o recurso do Ministério Público Eleitoral que buscava a cassação do mandato de Castro. A decisão também rejeitou recursos da defesa do ex-governador e do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, mantendo a condenação por abuso de poder político e econômico.

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Essa resolução tem impacto direto na disputa jurídica que corre no STF. Uma das teses em discussão era a possibilidade de eleições diretas caso a chapa eleita em 2022 fosse cassada. Como o TSE afastou essa hipótese ao não cassar o diploma de Castro, o argumento para uma eleição suplementar aberta aos eleitores perde força.

Eleição indireta se torna cenário mais provável

O advogado e doutor em Direito Eleitoral, Ary Jorge Nogueira, explica que a decisão do TSE afasta a aplicação das regras do Código Eleitoral para a realização de eleições suplementares. “A eleição suplementar agora é juridicamente incabível. Estamos nessa situação: juridicamente, tudo se encaminha para uma eleição indireta”, afirma.

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Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, permanece no comando interino do Palácio Guanabara, com respaldo do STF. A realização de uma eleição direta suplementar em meio à organização das eleições de outubro já é considerada impossível.

STF pode apresentar interpretações alternativas

Apesar do cenário apontar para uma eleição indireta, Ary Jorge Nogueira ressalta que o STF ainda pode construir novos argumentos. “Resta saber se o Supremo vai efetivamente aplicar a legislação em sentido estrito (…) ou se vai construir juridicamente uma solução para manter o presidente do Tribunal de Justiça no cargo até as eleições”, pontua.

Essas duas possibilidades exigirão um grande exercício interpretativo por parte do Supremo, tornando o desfecho um desafio interessante de acompanhar. O presidente da Alerj, Douglas Ruas, do PL, pode ter papel central na articulação da sucessão caso a eleição indireta seja confirmada.

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Fonte: G1

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