Expansão da ‘Tolerância Zero’ no Rio de Janeiro visa reforçar segurança nas praias e áreas nobres da Zona Sul.
A Prefeitura do Rio de Janeiro, em conjunto com as forças de segurança do estado, anunciou a ampliação do programa ‘Operação Tolerância Zero’ para os bairros de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon. A iniciativa busca garantir maior tranquilidade para moradores e turistas, desde o deslocamento até as praias, o tempo na areia e o retorno para casa, com atenção especial às saídas de pontos de ônibus mais movimentados.
A primeira fase da operação, segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, obteve resultados expressivos com o uso de inteligência, vigilância e ocupação territorial estratégica. “A Tolerância Zero é um esforço contínuo que não se limita ao perímetro da orla e continuará se expandindo para outras áreas da cidade”, afirmou Cavaliere, destacando o combate a redes de armazenamento ilegais usadas por grupos criminosos.
A partir desta quarta-feira, cerca de 600 agentes municipais atuarão integrados a 140 policiais militares e civis do estado, através do Programa de Integração na Segurança (PROEIS). A operação abrangerá também avenidas como Nossa Senhora de Copacabana, Rainha Elisabeth, Prudente de Morais e General San Martin, focando em fiscalização de ordem urbana, combate à exploração ilegal do espaço público e patrulhamento preventivo.
Integração e Inteligência como Pilares da Operação
O Secretário de Estado de Segurança Pública, Victor Santos, ressaltou a importância estratégica da ação para a preservação da ordem pública e da economia local. “Fortalecer a segurança nesta área é uma medida estratégica para preservar a ordem pública, proteger quem trabalha legalmente, combater a criminalidade e garantir um ambiente cada vez mais seguro para moradores e visitantes”, declarou Santos.
A ‘Operação Tolerância Zero’ tem como objetivo principal desmantelar a cadeia logística do crime organizado que atua na orla. Marcus Belchior, Secretário Municipal de Ordem Pública, enfatizou que o programa utiliza inteligência territorial e dados estratégicos para romper com a atuação de facções. “Não podemos permitir que facções criminosas cobrem por pontos de venda, ou aluguem barracas e espaços em depósitos. A Prefeitura do Rio e o Governo do Estado não recuarão em sua luta pela retomada do espaço público, que pertence a todos os cidadãos”, destacou Belchior.
Combate à Criminalidade e Reação dos Grupos
A operação já registrou ações de retaliação por parte de criminosos, como o ataque a um veículo da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) em Copacabana. No entanto, a integração entre a Polícia Civil e a inteligência do Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio) permitiu a rápida identificação e prisão de dois suspeitos envolvidos no ataque com coquetel molotov.
As investigações apontaram para um esquema organizado de retaliações a ações de planejamento urbano na orla. A Polícia Civil, através da 12ª DP (Copacabana), com apoio da Polícia Militar, agiu prontamente. “Identificaremos e prenderemos todos aqueles que agirem contra o patrimônio da cidade ou contra a população e que estiverem cometendo crimes na orla da Zona Sul”, afirmou o Secretário de Polícia Civil, Delmir Gouvea.
Resultados e Desmantelamento de Estruturas Criminosas
Na sua primeira fase, a ‘Operação Tolerância Zero’ ocupou permanentemente a orla da Zona Sul, garantindo a livre circulação. Mais de mil equipamentos e objetos sem nota fiscal foram apreendidos, além de alimentos e bebidas sem comprovação de origem e qualidade. Na segunda fase, o foco foi o desmantelamento de depósitos ilegais que financiavam o comércio irregular. Cinco desses locais foram fechados, três em Copacabana e dois no Leme, com capacidade de gerar cerca de R$ 655 mensais para o crime organizado.
Fonte: G1
