Família pede justiça por morte brutal de jovem autista em confronto no Rio

Família pede justiça por morte brutal de jovem autista em confronto no Rio

Família clama por justiça após morte de jovem autista em Cordovil A família de Karolaine Nascimento Neves, de 28 anos, vítima de um brutal confronto entre facções criminosas em Cordovil, na Zona Norte do Rio, expressou sua dor e revolta durante o sepultamento da jovem na tarde desta segunda-feira (13), no Cemitério de Irajá. Segundo […]

Resumo

Família clama por justiça após morte de jovem autista em Cordovil

A família de Karolaine Nascimento Neves, de 28 anos, vítima de um brutal confronto entre facções criminosas em Cordovil, na Zona Norte do Rio, expressou sua dor e revolta durante o sepultamento da jovem na tarde desta segunda-feira (13), no Cemitério de Irajá.

Segundo relatos dos parentes, Karolaine, que era autista, foi atingida por aproximadamente 30 tiros e seu corpo foi encontrado em um valão da comunidade. A tragédia ocorreu quando a jovem saiu de casa ao ouvir um grito de socorro de seu cunhado, que também morreu na ação.

O caso chocou os moradores e levanta questionamentos sobre a segurança na região, que tem sido palco de constantes guerras entre traficantes. A Polícia Civil investiga o crime para apurar as circunstâncias e os responsáveis pela morte de Karolaine e de outras cinco pessoas. Conforme informações divulgadas pelo G1.

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Um ato de heroísmo que terminou em tragédia

Emocionado, Renan Neves, irmão de Karolaine, desabafou sobre a brutalidade do crime. “Minha irmã não era bandida, era uma pessoa amada e conhecida por todo mundo. Ela foi matada brutalmente, não merecia. Ela foi para socorrer nosso cunhado, na hora que ela foi tentar ajudar, os caras não quiseram saber, foram 30 tiros, fora as facadas”, lamentou.

Ele ressaltou que Karolaine não tinha envolvimento com o crime e que foi morta por tentar ajudar um familiar. “Jogaram ela dentro do rio como se fosse um lixo e não era, ela era muito amada. Queremos justiça, minha irmã não merecia isso”, disse Renan.

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Moradores relatam o terror da guerra do tráfico

Maria Helena, tia de Karolaine, relatou que a sobrinha nasceu e cresceu na comunidade e era conhecida por todos. “A minha sobrinha era autista, o dia a dia dela era passear e andar ali na comunidade onde a gente mora. Ela foi nascida e criada ali, eu não sei porque mataram minha sobrinha”, afirmou.

A tia também denunciou a situação de violência constante no bairro. “Você pode ir lá e ver que tá todo mundo se mudando, lá era um lugar sossegado, a gente podia ficar na rua até tarde. Eu tenho uma neta de 4 anos e ela está com pavor, ela escuta um barulho e sai correndo pra dentro de casa”, desabafou.

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Confronto deixou mais seis mortos

Além de Karolaine, outras seis pessoas morreram no confronto entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e do Comando Vermelho (CV), que ocorreu nas comunidades da Tinta e do Dourado. Segundo a Polícia Civil, uma sexta vítima teve o corpo carbonizado e passa por exames para identificação.

A investigação está em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Diligências são realizadas para esclarecer as circunstâncias dos fatos e identificar os responsáveis pelos homicídios.

Fonte: G1

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