Daniel Senise: Mostra no Rio reúne obras desde 2000, revelando processos criativos e olhar em constante evolução

Daniel Senise: Mostra no Rio reúne obras desde 2000, revelando processos criativos e olhar em constante evolução

Daniel Senise expõe sua trajetória artística desde 2000 no Rio de Janeiro O Paço Imperial, no Centro do Rio, sedia a nova exposição de Daniel Senise, que reúne aproximadamente 60 obras produzidas a partir do ano 2000. A mostra marca o retorno do artista, radicado em São Paulo, a uma individual institucional na cidade após […]

Resumo

Daniel Senise expõe sua trajetória artística desde 2000 no Rio de Janeiro

O Paço Imperial, no Centro do Rio, sedia a nova exposição de Daniel Senise, que reúne aproximadamente 60 obras produzidas a partir do ano 2000. A mostra marca o retorno do artista, radicado em São Paulo, a uma individual institucional na cidade após mais de uma década.

A curadoria apresenta trabalhos inéditos, peças de coleções privadas e algumas que nunca haviam saído do ateliê. Senise, conhecido por sua técnica de construção de imagens através da colagem de recortes, demonstra em suas obras um processo criativo que se estende por anos, com intervenções e revisões constantes.

A exposição, que também celebra o reencontro de Senise com o Paço Imperial após 32 anos, oferece um panorama de sua produção recente e de como seu olhar sobre as próprias criações se transforma ao longo do tempo. Conforme informação divulgada pela imprensa.

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O Processo Criativo de Daniel Senise em Destaque

Um dos trabalhos expostos, “Vai que nós levamos as partes que te faltam” (2008), evidencia a prática de Senise. A obra, uma composição em aquarela cortada e colada sobre alumínio, reproduz o corredor de seu apartamento no Rio. Uma antiga caixa de charutos Dona Flor, com lápis de cor de diferentes usos, fica aberta para retoques mínimos, ressaltando a natureza fluida e em contínua construção de suas peças.

Obras em Constante Evolução

Daniel Senise revela que algumas obras levam anos para serem finalizadas. “Tem obras aqui que levei cinco, dez anos para resolver. Em outras, o que mudou foi o meu olhar”, explica o artista. Ele ressalta que a obra nunca está totalmente acabada, e que o tempo e a perspectiva podem alterar a percepção sobre sua conclusão.

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A Maturação e o Olhar do Artista

O artista compartilha que algumas peças permanecem em seu ateliê por longos períodos, aguardando o momento certo para serem concluídas ou para que seu próprio olhar sobre elas se defina. “Uma delas ficou uns dois anos no ateliê, um dia vi que não precisava mais mexer. Ela estava pronta, eu que não estava sabendo”, relata Senise, ilustrando a complexidade e a subjetividade do processo artístico.

Fonte: O Globo

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