Esquema no Rio Metrópole: Desvio de R$ 80 milhões com fachada, saques e escolta armada

Esquema no Rio Metrópole: Desvio de R$ 80 milhões com fachada, saques e escolta armada

Operação do MPRJ desarticula suposto esquema de desvio de verbas públicas no Instituto Rio Metrópole O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação nesta quinta-feira (data da operação) para desarticular um suposto esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM). A investigação aponta que contratos milionários com empresas como […]

Resumo

Operação do MPRJ desarticula suposto esquema de desvio de verbas públicas no Instituto Rio Metrópole

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação nesta quinta-feira (data da operação) para desarticular um suposto esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM). A investigação aponta que contratos milionários com empresas como Engeconsult e R. Peotta teriam sido utilizados para direcionar verbas públicas para uma empresa de fachada, resultando em saques em dinheiro vivo e transporte com escolta armada.

Segundo a denúncia do MPRJ, os contratos firmados entre o IRM e as empresas Engeconsult Consultores Técnicos Ltda. e R. Peotta Engenharia e Consultoria Ltda. somaram mais de R$ 80 milhões. Estes contratos eram considerados pela promotoria como a “via formal” para a saída de dinheiro dos cofres públicos.

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A investigação detalha que, após receberem os valores do IRM, as empresas repassavam parte do dinheiro ao Instituto Bio, descrito pelo MP como uma “entidade de fachada”. O Instituto Bio, presidido por Caroline Soares Barros, não possuía estrutura compatível para a prestação dos serviços contratados, com pouquíssimos empregados registrados e despesas baixas, segundo a denúncia.

Contratos sob suspeita e o papel do Instituto Bio

Os contratos em questão, segundo o MP, eram vagos e amplos, dificultando a fiscalização e permitindo pagamentos sem comprovação clara das entregas. A Engeconsult, por exemplo, firmou contratos que totalizaram mais de R$ 61 milhões, enquanto a R. Peotta obteve contratos que chegaram a R$ 25 milhões. Esses valores iniciais foram acrescidos por meio de aditivos contratuais.

O Instituto Bio, apontado como a empresa de fachada, recebeu vultuosas quantias. A Engeconsult assinou um contrato inicial de R$ 451,8 mil que, em menos de seis meses, subiu para R$ 4,08 milhões. A R. Peotta realizou quatro depósitos ao Instituto Bio, totalizando R$ 555,9 mil.

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Operadora financeira e saques milionários

Caroline Soares Barros, presidente do Instituto Bio e comissionada do IRM, é apontada como a “operadora financeira” do esquema. Após receber o dinheiro, ela transferia quase a totalidade para sua conta pessoal. De lá, realizava saques em espécie, totalizando R$ 3,02 milhões em 13 transações entre maio de 2025 e janeiro de 2026.

Dois saques de R$ 500 mil cada chamaram a atenção, ocorrendo em 26 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026. O transporte dessas quantias em dinheiro era realizado com escolta armada da empresa Rioforte Vigilância e Segurança Privada.

Os envolvidos na investigação

Seis pessoas foram presas na operação. Entre os detidos estão:

  • Davi Perini Vermelho, presidente do IRM, suspeito de assinar contratos e homologar licitações.
  • Maurício Knoploch, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (este último não é investigado).
  • Franquis Dias Nepomuceno, diretor do IRM e delegado da Polícia Civil, apontado como elo entre o instituto e a circulação do dinheiro.
  • Marcelo Lopes da Silva, procurador-geral do IRM, que teria dado cobertura jurídica ao esquema.
  • Caroline Soares Barros, comissionada do IRM e presidente do Instituto Bio, considerada a operadora financeira.
  • Amanda Íthala Santos da Paschoal, comissionada do IRM, gestora e fiscal de contratos, além de ser nora de Maurício Knoploch.
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Fonte: O Globo

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