Presidente do IRM é Detido em Investigação de Fraudes Milionárias
O presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, apelidado de Didê, foi preso nesta quarta-feira (29) durante a Operação Ouroboros, deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
A ação investiga um complexo esquema de corrupção e desvio de verbas públicas que teria movimentado cerca de R$ 86,28 milhões entre julho de 2022 e maio deste ano. Didê e outras dez pessoas foram formalmente denunciadas.
As acusações incluem crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e contratações, além de lavagem de dinheiro. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
Esquema de Desvio de Verbas em Contratos Milionários
Segundo o MPRJ, os desvios ocorreram por meio de contratos milionários firmados entre o IRM e as empresas Engeconsult Consultores Técnicos Ltda. e R. Peotta Engenharia e Consultoria Ltda. Parte dos recursos desviados era repassada a outra entidade, o Instituto BIO, através de contratos simulados.
Posteriormente, o dinheiro era transferido para a conta pessoal da presidente do IRM, sacado em espécie e transportado com o auxílio de uma empresa privada de escolta armada, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores ilícitos.
Denúncia Abrange Diversos Crimes Financeiros e de Gestão
A denúncia apresentada pelo Ministério Público detalha a atuação de uma organização criminosa que se utilizava de sua posição para obter vantagens indevidas. Os envolvidos responderão por uma série de crimes, evidenciando a gravidade das fraudes.
A Operação Ouroboros visa desarticular completamente a rede criminosa e recuperar os valores desviados, garantindo a punição dos responsáveis e a integridade dos recursos públicos do estado do Rio de Janeiro.
Fonte: G1
