PL em alerta após prisão de Márcio Canella no Rio de Janeiro
A prisão de Márcio Canella (União-RJ), aliado de Flávio Bolsonaro, por porte de fuzil durante uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro, gerou apreensão no Partido Liberal (PL). O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, expressou preocupação com o impacto do ocorrido na campanha de Flávio Bolsonaro e indicou que Canella deve ser removido da disputa eleitoral.
Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, integrava a coligação de Flávio Bolsonaro à Presidência. Sua detenção ocorreu em meio a uma operação que apurava irregularidades em postos de combustíveis na Baixada Fluminense. A situação levanta questionamentos sobre a continuidade de sua candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro.
Enquanto o PL demonstra temor com o possível prejuízo à empreitada de Flávio Bolsonaro, a federação União-PP, responsável pela indicação de Canella, adota uma postura de cautela. A federação aguarda o esgotamento dos recursos legais para a soltura do político antes de discutir uma possível substituição.
Valdemar Costa Neto descarta ruptura e aposta em alianças
Apesar da polêmica, Valdemar Costa Neto descartou a possibilidade de uma ruptura com as legendas aliadas ou o lançamento de dois nomes do PL para o Senado. Ele afirmou que a indicação de um novo candidato é uma prerrogativa exclusiva da federação União-PP.
“A indicação de um novo nome para se candidatar ao Senado pelo Rio caberia exclusivamente à federação, é claro. Não há chance de rompermos com eles por este motivo, temos uma estrutura de palanques garantidos e estaremos juntos no Rio”, declarou Costa Neto ao Radar. Contudo, ele ressaltou: “Mas, não consigo mais ver condições de o Canella ir às urnas”.
Futuro da vaga no Senado ainda indefinido
Até o momento, o PL ainda não definiu quem ocupará a vaga deixada pelo ex-governador Cláudio Castro no Senado, que está aberta desde o mês passado. A prisão de Márcio Canella adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário eleitoral no Rio de Janeiro.
Fonte: G1
