Lula se confunde com datas ao mencionar Sérgio Cabral em evento no Rio
Durante um evento político no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 22 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um equívoco ao citar o ex-governador Sérgio Cabral. Ao relembrar o início de sua relação com o estado, Lula mencionou um suposto compromisso firmado em 2002, quando ambos disputavam eleições.
No entanto, a cronologia apresentada pelo presidente não corresponde aos fatos. Em 2002, ano em que Lula disputava a presidência e Cabral concorria ao governo do Rio, a aliança entre os dois ainda não existia formalmente. A parceria política que marcou o estado se consolidou apenas quatro anos depois, em 2006.
A declaração de Lula ocorreu enquanto ele discorria sobre o apoio de seus governos ao Rio de Janeiro. Ele afirmou: “Não esqueço nunca do meu primeiro discurso aqui, na campanha de 2002, quando estava disputando o segundo turno. Disse ao Sérgio Cabral: não faltará recurso do governo federal para ajudar o Rio a sair do lamaçal em que se encontrava.” Conforme apurado, em 2002, Cabral foi eleito senador, não governador.
A aliança entre Lula e Cabral se consolidou em 2006
A colaboração entre o presidente Lula e Sérgio Cabral, que viria a ser um dos principais aliados políticos do PT no Rio de Janeiro, só se fortaleceu no segundo turno das eleições de 2006. Naquele ano, Lula apoiou formalmente a candidatura de Cabral ao governo do estado, que disputava contra Denise Frossard (PPS).
Cabral atribui a Lula apoio para sediar Olimpíadas de 2016
Sérgio Cabral, em diversas ocasiões, já declarou que o presidente Lula cumpriu todos os compromissos assumidos com o Rio de Janeiro. Ele costuma ressaltar a importância de Lula para a escolha da cidade como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, um marco para o estado.
Trajetórias marcadas por prisões e reviravoltas
As trajetórias de Lula e Cabral também foram marcadas por eventos significativos, incluindo prisões e solturas. Cabral teve suas penas reduzidas, enquanto Lula teve condenações anuladas, retornou à presidência e lidera as pesquisas para uma nova reeleição. A relação política entre ambos, apesar dos percalços, foi um capítulo importante na história recente do Rio de Janeiro.
Fonte: G1
