Temer reage à sátira no Carnaval e critica ‘ilusionismo na Esplanada’
O ex-presidente Michel Temer (MDB) comentou sobre a sátira política que o retratou durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro. A escola de samba homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Temer afirmou que a sátira política é parte da tradição do Carnaval e que, como defensor da liberdade de expressão e artística, não julga as escolhas temáticas da avenida. No entanto, ele ressaltou que há problemas quando o desfile adota o que chamou de “ilusionismo na Esplanada”, negando conquistas de seu governo, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência.
A crítica do ex-presidente se refere à representação na comissão de frente, onde um ator o mostrava retirando a faixa presidencial de Dilma Rousseff (PT) e a entregando a um palhaço que simbolizava Jair Bolsonaro (PL). Temer lamentou o que considera uma “troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”, associando o atual governo à “irresponsabilidade fiscal, juros altos e endividamento público crescente”.
Críticas da oposição e família Bolsonaro
A representação de Jair Bolsonaro como palhaço também gerou críticas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o partido Novo anunciaram que irão acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile da Acadêmicos de Niterói. A oposição alega que a apresentação configurou propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político e econômico.
A visão de Temer sobre o samba e a política
Em nota, Michel Temer declarou: “Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”. Ele complementou, criticando a gestão fiscal atual: “O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, os juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”.
Fonte: G1
