iFood e Prefeitura do Rio lançam “Direção Segura” para promover segurança viária
O iFood, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, inicia a operação do programa “Direção Segura” na cidade. A iniciativa utiliza tecnologia e inteligência de dados com o objetivo de promover maior segurança viária para os entregadores da plataforma, incentivando práticas mais seguras no trânsito.
O “Direção Segura” se integra ao Programa de Monitoramento de Direção Segura de Condutores Parceiros de Motocicletas por Aplicativos, instituído pela Prefeitura em 2025. O indicador de segurança no trânsito passa a compor o Score iFood, sistema que distribui pedidos entre os entregadores, valorizando aqueles com melhores resultados em seu comportamento.
Dessa forma, os profissionais que mantêm condutas seguras podem atingir ou permanecer nos scores 2 e 3, recebendo mais pedidos. Por outro lado, quem adota comportamentos de risco é rebaixado para o score 1, recebendo menos entregas. Quanto maior o score, mais oportunidades de trabalho.
Tecnologia que monitora e recompensa boas práticas
A tecnologia do “Direção Segura” monitora automaticamente a velocidade praticada pelo entregador em cada trecho da rota e a compara com o limite permitido da via. Assim, é calculado o percentual de quilômetros percorridos dentro das normas de velocidade.
O Score, que varia de 1 a 3, considera diversos indicadores operacionais. A inclusão do “Direção Segura” demonstra um compromisso em reconhecer e incentivar o bom comportamento, impactando diretamente a quantidade de pedidos recebidos.
Resultados positivos e expansão da iniciativa
Em outras cidades onde o programa foi implementado, o “Direção Segura” apresentou uma redução de 59% nos comportamentos de risco entre os entregadores participantes. Além disso, foi possível evitar mais de 400 mil quilômetros percorridos de forma insegura durante as rotas de entrega.
Prefeitura do Rio destaca pioneirismo e alinhamento com metas de segurança
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, ressaltou o alinhamento da iniciativa com os objetivos da prefeitura de incentivar e reconhecer os bons motociclistas. “O Rio de Janeiro foi a primeira cidade a estabelecer esse tipo de parceria, tanto no monitoramento junto às empresas de aplicativos quanto na implantação de bases de apoio”, afirmou o prefeito.
Ele também destacou que a cidade segue na vanguarda da mobilidade e segurança viária, sempre ao lado do trabalhador. A expectativa é que, com a publicidade das informações e a parceria, os resultados positivos observados em outras cidades sejam replicados no Rio de Janeiro.
iFood celebra “mudança de paradigma” com o “Direção Segura”
Rafael Tartaroti, gerente de Segurança Viária do iFood, considera o projeto uma “mudança de paradigma no setor”. “Não se trata apenas de monitorar ou alertar. Criamos um sistema de reconhecimento que comprovadamente transforma comportamentos no trânsito”, declarou.
Tartaroti enfatizou que o iFood é a primeira plataforma a demonstrar, com dados concretos, que é possível transformar a forma como as pessoas dirigem, protegendo tanto o entregador quanto os demais usuários das vias. A iniciativa faz parte da estratégia “Visão Zero” do iFood e será expandida para todo o Brasil ao longo de 2026.
Programa da Prefeitura visa reduzir comportamentos de risco
O Programa de Monitoramento de Direção Segura de Condutores Parceiros de Motocicletas por Aplicativos foi instituído pelo Decreto nº 57.000, de 15 de outubro de 2025. Seu objetivo principal é promover mais segurança no trânsito e reduzir comportamentos de risco entre motociclistas que atuam em plataformas digitais de transporte e entrega na cidade.
Com a adesão ao programa, as empresas são responsáveis por implementar mecanismos tecnológicos de monitoramento de comportamentos de risco, como o excesso de velocidade. As informações coletadas são repassadas à CET-Rio, que acompanha, avalia e homologa esses mecanismos.
Profissionais identificados com comportamentos de risco poderão ser convocados para cursos virtuais de conscientização. Em caso de reincidência, poderão sofrer restrições temporárias de acesso às plataformas, com durações de 5, 10 ou 30 dias, e, em última instância, o descadastramento definitivo.
Fonte: G1
