PF: Concessionária de Luxo em Osasco Usada para Lavar Dinheiro do PCC e CV Via Porto do Rio

PF: Concessionária de Luxo em Osasco Usada para Lavar Dinheiro do PCC e CV Via Porto do Rio

PF Conclui que Concessionária de Luxo em Osasco Lavava Dinheiro de Esquema do PCC e CV Uma concessionária de veículos de alto luxo, localizada em Osasco, na Grande São Paulo, foi apontada pela Polícia Federal como parte de uma estrutura financeira para lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. A investigação, parte da Operação […]

Resumo

PF Conclui que Concessionária de Luxo em Osasco Lavava Dinheiro de Esquema do PCC e CV

Uma concessionária de veículos de alto luxo, localizada em Osasco, na Grande São Paulo, foi apontada pela Polícia Federal como parte de uma estrutura financeira para lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. A investigação, parte da Operação Commodity, revelou que o estabelecimento servia para dar aparência legal a recursos obtidos com o envio de cocaína para a Europa, em um esquema que envolvia facções criminosas como o PCC e o CV.

A Justiça determinou a intervenção judicial na empresa após a conclusão da PF de que ela integrava a rede de ocultação de valores. Dois investigados que já estavam presos, Rodrigo de Paula Morgado, conhecido como o “Contador do PCC”, e Wanderson Machado de Oliveira, o “Del Piero”, passaram a responder também por este núcleo da operação.

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Segundo a denúncia, Morgado foi o responsável por desenhar e gerenciar a macroestrutura de lavagem corporativa, provendo estruturas societárias para o grupo investigado. Ele já havia sido alvo de investigações anteriores, como a Operação Narco Fluxo, que também levou à prisão de funkeiros. A concessionária, que exibia modelos de marcas como Ferrari e Porsche, era um ponto chave na operação.

Estrutura Especializada para Lavagem de Dinheiro

A organização criminosa operava com uma estrutura altamente especializada, dividida entre um núcleo responsável pela logística internacional da droga e outro focado exclusivamente na lavagem dos recursos. A PF identificou vínculos operacionais com o PCC e o CV, utilizando empresas de fachada, movimentações em criptomoedas e negócios aparentemente regulares para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

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Wanderson Machado de Oliveira, ou “Del Piero”, seria o responsável por coordenar a logística internacional e o controle financeiro a partir da Europa. Já Rodrigo Morgado atuava como o operador financeiro, encarregado de inserir os recursos ilícitos na economia formal através de empresas de fachada, notas fiscais sem lastro e conversão em criptoativos.

Porto do Rio como Ponto de Escoamento

Embora a organização atuasse em diversos estados e tivesse operações internacionais, parte crucial da investigação foi conduzida pela PF no Rio de Janeiro, a partir de apreensões realizadas no Porto do Rio. Entre 2023 e 2025, foram identificados ao menos seis carregamentos ligados ao grupo, incluindo grandes quantidades de cocaína apreendidas em portos na França, Bélgica, Alemanha, Espanha e Eslovênia, além de Santa Catarina.

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A PF detalhou que a cocaína era escondida em cargas de café, cimento e argamassa, e que o grupo utilizava técnicas como a diluição da droga em garrafas de refrigerante para tentar despistar a fiscalização. Rodrigo Morgado, preso desde outubro de 2025, é apontado como peça fundamental na estruturação do braço financeiro da organização.

Fonte: g1.globo.com

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