Polícia Federal realiza nova operação na residência de Cláudio Castro
A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira (26) um novo mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador Cláudio Castro, localizada na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A ação faz parte da oitava fase da “Operação Compliance Zero”, que investiga possíveis crimes financeiros envolvendo o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio (Rioprevidência).
Ao todo, foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) 10 mandados de busca e apreensão, distribuídos entre o Rio de Janeiro e Brasília. A investigação é um desdobramento da “Operação Barco de Papel”, que já havia identificado aportes considerados suspeitos do Rioprevidência em títulos do Banco Master, totalizando aproximadamente R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Nesta nova etapa, a apuração se estende a aplicações de R$ 2,01 bilhões, realizadas a partir de julho de 2024, em fundos de investimento do mesmo banco. O montante total transferido do Rioprevidência para o Banco Master soma cerca de R$ 3 bilhões, conforme as investigações.
Investigações anteriores e renúncia de Castro
Esta não é a primeira vez que Cláudio Castro se torna alvo da Polícia Federal. Em 15 de maio, agentes já haviam cumprido mandados em seu apartamento. Na ocasião, a investigação focava na atuação do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, suspeito de usar estruturas societárias e financeiras para ocultar bens e remeter recursos ao exterior. Foram apreendidos um celular e um tablet na residência do ex-governador.
Cláudio Castro renunciou ao governo do estado em março deste ano, com o objetivo de concorrer ao Senado. No entanto, no dia seguinte à sua renúncia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou o julgamento que o condenou por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, declarando sua inelegibilidade até 2030. A acusação envolvia o uso de órgãos estaduais, como a Ceperj e a Uerj, para criar mais de 27 mil cargos comissionados irregulares destinados a cabos eleitorais.
Mudanças na linha sucessória do governo estadual
Com a renúncia de Castro, o vice Thiago Pampolha deveria assumir o governo, mas ele também renunciou em maio de 2025 para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado. O terceiro na linha de sucessão, Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, teve seu mandato cassado. Diante disso, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), assumiu o cargo de forma interina.
Fonte: G1
