Testemunhas afirmam que mulher queimada em terreiro no Rio não foi socorrida; marido da yalorixá é filmado jogando combustível

Testemunhas afirmam que mulher queimada em terreiro no Rio não foi socorrida; marido da yalorixá é filmado jogando combustível

Mulher morre após explosão em terreiro de candomblé no Rio de Janeiro Caroline Pinto dos Santos, de 37 anos, morreu após ter 65% do corpo queimado em um incidente ocorrido durante uma cerimônia religiosa em um terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Testemunhas ouvidas pela polícia relatam que a vítima não […]

Resumo

Mulher morre após explosão em terreiro de candomblé no Rio de Janeiro

Caroline Pinto dos Santos, de 37 anos, morreu após ter 65% do corpo queimado em um incidente ocorrido durante uma cerimônia religiosa em um terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Testemunhas ouvidas pela polícia relatam que a vítima não recebeu socorro imediato após o fogo se alastrar.

Imagens do momento do incêndio mostram Gabriel Pimentel, marido da líder religiosa Thayane Alves, despejando um líquido inflamável em uma cumbuca que já estava em chamas. A explosão resultante atingiu Caroline.

O caso está sendo investigado pela 33ª Delegacia de Polícia (Realengo). A família de Caroline contesta a versão de acidente e pede por justiça, questionando o uso de fogo em ambiente fechado e a falta de assistência à vítima. Conforme informações divulgadas pelo g1 Rio.

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Versões sobre o ocorrido divergem

O proprietário do terreiro, Anderson Bruno de Andrade Júnior, declarou em depoimento que Thayane Alves não o informou sobre o uso de materiais inflamáveis. Ele afirmou ainda que Gabriel Pimentel foi alertado e proibido de usar o etanol no ritual, mas que aproveitou uma distração para despejar o líquido.

Uma testemunha relatou acreditar que Thayane pretendia filmar o ritual para postar nas redes sociais. Segundo o depoimento do proprietário, Gabriel buscou o material no carro a mando de Thayane.

Vítima relatou falta de socorro e desconhecimento sobre o fogo

A irmã de Caroline, Carina, informou em depoimento que a vítima confirmou que Gabriel não prestou socorro. Caroline também teria dito à irmã que não sabia que haveria fogo durante a cerimônia e que precisou usar um lençol para apagar as chamas do próprio corpo.

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Um irmão de santo de Caroline, que a levou ao hospital, assegurou que trabalhos com materiais inflamáveis não fazem parte dos rituais do terreiro.

Yalorixá se manifesta e desativa redes sociais

Thayane Alves, que se identifica como yalorixá, publicou uma nota de esclarecimento no Instagram antes de desativar suas redes sociais. Ela afirmou que o babalorixá Anderson não teve envolvimento com o uso do combustível e que o ritual era de caráter particular, conduzido por ela e seu esposo.

Thayane classificou o ocorrido como um “acidente de natureza inesperada e imprevisível”. O caso foi registrado inicialmente na 35ª DP (Campo Grande) e encaminhado para a 33ª DP (Realengo).

Família clama por justiça

Caroline Pinto dos Santos deixou três filhas, de 16, 10 e 5 anos. Em redes sociais, uma das filhas escreveu: “mãe, você sempre será minha saudade eterna”. Sua irmã a descreveu como “uma pessoa maravilhosa”, alegre e de muita fé, clamando por justiça.

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Fonte: G1

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