Subsecretário da Receita Estadual do Rio de Janeiro é exonerado após investigação da PF
O subsecretário da Receita Estadual do Rio de Janeiro, Adilson Zegur, foi exonerado do cargo nesta segunda-feira (18). A decisão ocorre após ele ter sido alvo da Polícia Federal na última sexta-feira (15), em uma operação que apura o envolvimento com um esquema de corrupção na Refinaria Refit.
As investigações apontam que Zegur atuava como parte de uma rede de apoio e braço operacional de uma organização criminosa que supostamente beneficiava o grupo Refit. A análise de um celular apreendido com um lobista do esquema revelou que o contato de Adilson Zegur estava salvo na agenda como “Adilson Pix”, o que levanta suspeitas de um possível fluxo financeiro ilícito entre eles.
Esta é a segunda vez em sete anos que Zegur é afastado do cargo. Ele já havia sido exonerado em junho de 2019, durante o governo de Wilson Witzel. Além da exoneração, a Secretaria de Fazenda do Rio determinou que o computador utilizado por ele no órgão seja isolado e fique à disposição da Polícia Federal.
Novas auditorias e suspeitas de favorecimento
Adilson Zegur e o ex-secretário de Fazenda, Juliano Pasqual, tornaram-se alvos de auditorias internas. As investigações foram instaladas e estão em tramitação desde sexta-feira, data em que a operação, que também atingiu o ex-governador Cláudio Castro, foi deflagrada. Entre os indícios levantados, Zegur é suspeito de monitorar e impedir a entrada de novas empresas que pudessem representar um “risco competitivo” para as empresas favorecidas no esquema da Refit.
Secretaria de Fazenda como “extensão da Refit”
A Polícia Federal afirma que, durante a gestão de Cláudio Castro, a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro tornou-se uma “extensão da estrutura empresarial do Grupo Refit”. Em sua defesa, Castro alega que sua gestão foi a “única” a conseguir que o Grupo Refit pagasse suas dívidas com o estado, e que todos os atos foram “técnicos e legais”.
Fonte: G1
