STF decide futuro do governo do Rio de Janeiro: eleição direta ou indireta em xeque
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará nesta quarta-feira (8) o formato das próximas eleições para o governo do Rio de Janeiro. A decisão poderá resultar em um empate entre os ministros, o que levará o presidente da Corte, Edson Fachin, a proferir o voto de Minerva para definir o desfecho.
A questão central é se o estado realizará uma eleição direta, com voto popular, ou uma eleição indireta, conduzida pelos deputados estaduais. Atualmente, há uma divisão de opiniões entre os ministros, com quatro já indicando preferência pelas eleições diretas, baseados em posicionamentos anteriores.
O cenário de possível empate se intensifica com a ausência de um ministro na composição atual do Supremo. Caso o placar fique 5 a 5, o voto de Fachin será crucial para determinar o futuro do comando do Executivo fluminense. Além do formato do pleito, o STF também abordará quem assumirá interinamente o governo até a escolha do novo chefe do Executivo. Conforme apuração da CBN, há uma inclinação nos bastidores pelo formato direto, visando maior legitimidade ao processo.
Alerj aguarda decisão do STF para eleição da presidência
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu adiar a eleição para a sua presidência. Líderes da Casa acordaram em esperar a conclusão do julgamento no STF e o cumprimento dos prazos legais antes de prosseguir com qualquer votação interna.
Esta paralisação ocorre após a anulação da eleição anterior para a presidência da Alerj pelo Tribunal de Justiça do Rio, que invalidou a posse de Douglas Ruas (PL). O STF, além de definir o modelo de eleição para o governo, também poderá impactar o comando interino do estado.
Tribunal Eleitoral oficializa cassação e retotalização de votos
Paralelamente, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) publicou a ata referente à cassação e retotalização dos votos de Rodrigo Bacellar. A partir da publicação no Diário da Justiça Eletrônico, inicia-se um prazo de cinco dias para a oficialização da decisão. Somente após este período será possível dar andamento formal a uma nova eleição na Alerj, considerando o cenário que será definido pelo STF.
Fonte: g1.globo.com
