TSE retoma julgamento que pode cassar governador do Rio, Cláudio Castro, por abuso de poder

TSE retoma julgamento que pode cassar governador do Rio, Cláudio Castro, por abuso de poder

TSE julga cassação de Cláudio Castro em 10 de março O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para 10 de março a continuação do julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A acusação envolve suposto abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição em […]

Resumo

TSE julga cassação de Cláudio Castro em 10 de março

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para 10 de março a continuação do julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A acusação envolve suposto abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição em 2022.

A ministra relatora, Maria Isabel Galotti, já votou pela cassação do governador em novembro do ano passado. No entanto, o processo foi suspenso após um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que será o próximo a proferir seu voto no caso.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) e a coligação do ex-deputado Marcelo Freixo buscam reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Em maio de 2024, o TRE-RJ absolveu Castro e outros acusados em um processo que apura supostas contratações irregulares na Fundação Ceperj e na Uerj.

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Acusações de uso eleitoral de recursos e contratações

O MPE argumenta que Cláudio Castro obteve vantagem eleitoral por meio da contratação de servidores temporários sem amparo legal. Além disso, a descentralização de projetos sociais teria sido utilizada para direcionar recursos a entidades não vinculadas à administração pública fluminense.

Segundo a denúncia, a descentralização de recursos foi empregada para viabilizar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões. Essa prática é vista como um favorecimento ilícito.

Defesa contesta responsabilidade do governador

Antes da suspensão do julgamento, a defesa de Cláudio Castro, representada pelo advogado Fernando Neves, sustentou que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj. Portanto, não poderia ser responsabilizado por eventuais irregularidades ocorridas na gestão dos contratos.

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A decisão final do TSE poderá impactar diretamente o futuro político do atual governador do Rio de Janeiro, mantendo ou cassando seu mandato.

Fonte: G1

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