Alerj reconhece o Samba do Mulato como patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei 4461/2024, que declara o Samba do Mulato, tradicional manifestação cultural sediada em Barra Mansa, no Sul Fluminense, como patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A matéria, de autoria do deputado Jari Oliveira, foi aprovada em votação simbólica e sem manifestações contrárias, seguindo agora para autógrafo.
A decisão legislativa visa valorizar e preservar as ricas manifestações culturais populares do interior do estado, muitas vezes desconhecidas fora de suas comunidades de origem. A iniciativa destaca a importância de reconhecer e celebrar as tradições que moldam a identidade fluminense.
Durante a sessão, o deputado Carlos Minc celebrou a aprovação, ressaltando que tais reconhecimentos vão além de gestos simbólicos. Segundo ele, declarar uma atividade como patrimônio cultural resgata a história, demonstra a riqueza cultural do Rio de Janeiro e eleva a autoestima das comunidades envolvidas.
Valorização da cultura popular e do interior
Carlos Minc enfatizou o papel do Parlamento em destacar as iniciativas positivas e criativas do povo, especialmente aquelas que surgem fora dos grandes centros. “Cabe a nós ressaltar o bacana, o que o povo está criando. Eu acho que, ao fazer isso, nós valorizamos o povo, a cultura e a autoestima”, declarou.
O deputado também apontou o efeito prático desse tipo de reconhecimento institucional. A declaração de patrimônio imaterial tende a atrair a atenção da imprensa local e despertar o interesse por manifestações culturais que, de outra forma, poderiam permanecer restritas a determinados círculos. “Os jornais locais vão falar, vão visitar, algum jornal vai filmar essa atividade”, completou.
Samba do Mulato: uma tradição que ganha destaque nacional
O Samba do Mulato, localizado no bairro Cotiara, em Barra Mansa, representa uma importante tradição cultural para o município. Com a aprovação do projeto de lei, a manifestação ganha um status oficial que reforça sua relevância histórica e social.
Minc citou ainda outros parlamentares que têm apresentado propostas semelhantes, voltadas para a valorização de atividades culturais em seus respectivos municípios. Ele refutou a ideia de que tais medidas sejam apenas “perfumaria”, afirmando que elas têm um efeito concreto na valorização dos municípios e de suas culturas, mostrando um olhar abrangente sobre o que acontece de bom em todo o Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Informação divulgada pela Alerj
