Ricardo Couto descarta carreira política e foca em deixar o Rio com superávit de R$ 5 bilhões

Ricardo Couto descarta carreira política e foca em deixar o Rio com superávit de R$ 5 bilhões

Governador em exercício Ricardo Couto afirma que não disputará cargos eletivos e detalha metas para o Rio de Janeiro. Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, declarou nesta terça-feira (16) que não possui intenções de seguir carreira política após deixar o comando do Palácio Guanabara. A declaração foi feita durante um almoço promovido […]

Resumo

Governador em exercício Ricardo Couto afirma que não disputará cargos eletivos e detalha metas para o Rio de Janeiro.

Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, declarou nesta terça-feira (16) que não possui intenções de seguir carreira política após deixar o comando do Palácio Guanabara. A declaração foi feita durante um almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Copacabana Palace. Couto assumiu o cargo em março, após a renúncia de Cláudio Castro, e sua permanência foi assegurada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O desembargador enfatizou que sua missão é garantir a estabilidade institucional e entregar o governo ao sucessor legitimamente escolhido. Ele ressaltou que não é um político de carreira e que seu objetivo é retornar à presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A decisão do STF, segundo ele, priorizou a segurança jurídica em um momento de impasse sucessório no estado.

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Em um dos pontos mais fortes de sua fala, Couto questionou o modelo de ocupação de cargos na administração estadual, apontando para uma excessiva influência política em diversas secretarias. Ele relatou ter ouvido, ao assumir o governo, que determinadas áreas eram controladas por grupos políticos específicos, levantando o debate sobre quem realmente detém a gestão e se o Legislativo estaria exercendo uma forma de “captura” do Executivo.

Meta ambiciosa: transformar déficit em superávit fiscal

Ricardo Couto apresentou uma das metas mais desafiadoras de sua gestão: reverter o quadro fiscal projetado para 2026. O objetivo é entregar o estado com um superávit de até R$ 5 bilhões, contrastando com a previsão atual de déficit de aproximadamente R$ 19 bilhões na Lei Orçamentária. O Secretário Estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, reconheceu a dificuldade, mas afirmou que o governo está implementando medidas de ajuste de despesas, combate à sonegação e aumento da arrecadação.

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“Governador passageiro” focado em ajustes administrativos

Com um tom descontraído, Couto reiterou sua condição de “governador passageiro”, comparando sua experiência a situações inusitadas vividas pelo Botafogo. Apesar de sua passagem ser temporária, ele demonstrou o compromisso em aproveitar o período para realizar ajustes administrativos e deixar uma gestão financeiramente mais equilibrada. Desde que assumiu, o desembargador tem promovido uma reestruturação, com mais de 3 mil exonerações realizadas.

Fonte: g1.globo.com

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