Rainhas de Bateria Icônicas: Evelyn Bastos Lidera Ranking Histórico Eleito por Especialistas do Samba

Rainhas de Bateria Icônicas: Evelyn Bastos Lidera Ranking Histórico Eleito por Especialistas do Samba

Especialistas do Samba Revelam as Rainhas de Bateria Mais Icônicas da História do Carnaval Carioca A figura da rainha de bateria é um dos símbolos mais vibrantes e poderosos do carnaval brasileiro. Representando a força, a graça e a identidade de uma escola de samba, essas mulheres conquistaram um espaço de destaque, evoluindo de passistas […]

Resumo

Especialistas do Samba Revelam as Rainhas de Bateria Mais Icônicas da História do Carnaval Carioca

A figura da rainha de bateria é um dos símbolos mais vibrantes e poderosos do carnaval brasileiro. Representando a força, a graça e a identidade de uma escola de samba, essas mulheres conquistaram um espaço de destaque, evoluindo de passistas a verdadeiras nobres do samba.

A história oficial da rainha de bateria remonta a 1985, com Monique Evans. No entanto, o protagonismo feminino à frente dos ritmistas já era uma realidade com nomes pioneiros como Eloína dos Leopardos e Adele Fátima, que abriram caminho para a representatividade e o brilho que vemos hoje.

Em busca de definir as mais impactantes, O GLOBO reuniu 30 personalidades do mundo do samba para votar em suas escolhas. O resultado é um ranking com 21 nomes, que celebra a trajetória e a influência dessas mulheres na maior festa popular do país. Conheça quem são as rainhas que marcaram época e deixaram um legado eterno.

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Evelyn Bastos: A Coroa de Ancestralidade e Representatividade

No topo do pódio está Evelyn Bastos, historiadora e professora de Educação Física, nascida e criada no morro da Mangueira. Sua eleição como a rainha de bateria mais marcante de todos os tempos foi coroada por seu samba no pé, seu profundo compromisso com a comunidade, a ancestralidade e a valorização da mulher no carnaval.

Evelyn, que também preside a escola mirim “Mangueira do Amanhã” e é diretora cultural da Liesa, vê sua conquista como um marco revolucionário. “É poder abrir uma porta tão difícil para mulheres de comunidade. E ver outras mulheres como eu ocupando esses espaços me deixa muito feliz”, declarou Evelyn, ressaltando que sua vitória é um reconhecimento coletivo.

Para Milton Cunha, a rainha de bateria personifica a relação ancestral entre a comunidade, a passista e os ritmistas. “A rainha representa as mulheres da comunidade, a identidade da escola e a relação da cabrocha com os ritmistas. É uma coroa de ancestralidade que vem das Iabás, das Orixás”, explicou.

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Viviane Araújo: A Atriz que se Tornou Símbolo do Salgueiro

O segundo lugar é ocupado pela atriz Viviane Araújo, rainha de bateria do Salgueiro por quase duas décadas. Conhecida por seu talento no samba e por tocar tamborim, ela é a rainha mais longeva em atividade no Grupo Especial e participou do último desfile campeão da escola em 2009.

Viviane também teve uma passagem marcante pela Mocidade Independente de Padre Miguel, onde reinou por quatro anos. Dudu Nobre, ao justificar seu voto, destacou a forte identificação de Viviane com o Salgueiro, elevando sua figura a uma grande personalidade do carnaval e das artes.

Soninha Capeta: O “Liquidificador” que Encanta o Sambódromo

Completando o pódio, Sônia Maria Regina Mascarenhas, a icônica Soninha Capeta, celebra seu terceiro lugar com orgulho. Conhecida pelo apelido dado por Joãosinho Trinta, que remete ao seu rebolado único batizado por ela de “liquidificador”, Soninha desfila pela Beija-Flor desde 1980.

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Aos 63 anos e bisavó, Soninha, que aprendeu a sambar sozinha aos 9 anos, expressa sua felicidade por ainda ser lembrada e por ver seu estilo de dança ser copiado. Ela também mencionou Eloína dos Leopardos como uma inspiração e amiga.

A Evolução do Cargo de Rainha de Bateria

A profissionalização do carnaval e as transmissões televisivas em rede nacional, a partir da década de 1980, foram pontos cruciais na ascensão midiática das rainhas de bateria. Esse período viu surgir figuras femininas de grande projeção ao lado da bateria, o coração pulsante das escolas de samba.

No entanto, historiadores como Angélica Ferrarez ressaltam que o espaço foi arduamente conquistado antes por mulheres negras de suas comunidades, como Adele Fátima e Eloína dos Leopardos, que já colavam suas imagens à bateria, pavimentando o caminho para as futuras gerações.

Fonte: O Globo

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