Operação Conjunta Desarticula Liderança do Crime Organizado
Uma ação integrada entre as Polícias Civis da Bahia e do Rio de Janeiro resultou na prisão de Humberto da Silva Santos Filho, conhecido como “Humbertinho” ou “Betinho”. O criminoso, que ocupava a posição de Sete de Copas no Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), foi localizado na Zona Oeste da capital fluminense.
As investigações apontam que Humbertinho exercia um papel de liderança em uma organização criminosa com atuação interestadual. Em Salvador, seu comando era focado nos bairros do Arenoso e Fazenda Grande do Retiro, sendo ele responsável por crimes como tráfico de drogas, homicídios e integração de organização criminosa.
A captura é um marco para a segurança pública e demonstra a força da colaboração entre estados. O mapeamento realizado pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) da Bahia foi crucial para rastrear o paradeiro do foragido, que se escondia no Rio de Janeiro há anos. A prisão só foi possível com o compartilhamento estratégico de informações com os agentes fluminenses.
Integração Interestadual Contra o Crime
O diretor do DENARC, delegado Ernandes Júnior, destacou a importância da integração entre os estados para combater o crime organizado. “A atuação coordenada tem permitido localizar e capturar investigados de alta periculosidade, independentemente do local onde estejam escondidos”, afirmou. Ele ressaltou que a cooperação e o compartilhamento de informações são ferramentas essenciais para enfraquecer estruturas criminosas e aumentar a segurança da população baiana.
O que é o Baralho do Crime?
O Baralho do Crime é uma iniciativa da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) criada em 2011. O catálogo virtual expõe os criminosos mais procurados do estado, utilizando a lógica de um baralho comum para apresentar fotos, nomes, apelidos e áreas de atuação dos foragidos. A ferramenta incentiva a colaboração da sociedade, que pode enviar pistas anônimas para auxiliar nas investigações.
Fonte: Redação
