Polícia apura se morte em montagem de palco de Shakira foi falha de segurança ou acidente de trabalho

Polícia apura se morte em montagem de palco de Shakira foi falha de segurança ou acidente de trabalho

Investigação em andamento para determinar causa da morte de trabalhador em palco de show A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando as circunstâncias da morte do serralheiro Gabriel Jesus Firmino, de 28 anos, ocorrida durante a montagem do palco para o show da cantora Shakira em Copacabana. O jovem foi prensado entre duas […]

Resumo

Investigação em andamento para determinar causa da morte de trabalhador em palco de show

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando as circunstâncias da morte do serralheiro Gabriel Jesus Firmino, de 28 anos, ocorrida durante a montagem do palco para o show da cantora Shakira em Copacabana. O jovem foi prensado entre duas estruturas enquanto trabalhava na instalação de equipamentos de elevação.

O acidente aconteceu neste domingo (26). Gabriel recebeu atendimento no local e foi levado para o Hospital Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia retornou ao local nesta segunda-feira para uma perícia complementar, pois a análise inicial no domingo foi dificultada pela falta de luz.

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A principal hipótese levantada é que o serralheiro estava soldando uma peça entre dois elevadores da estrutura quando um deles foi movimentado. A investigação busca determinar se houve falha de segurança ou se o caso deve ser tratado como um acidente de trabalho. A perícia oficial deve ficar pronta em até 30 dias.

Reconstrução da dinâmica do acidente

Segundo o delegado Ângelo Lages, responsável pela investigação, a apuração ainda está em fase inicial. A polícia precisa definir se houve descumprimento de regras de segurança ou se a morte foi resultado de uma fatalidade. A hipótese de homicídio com dolo eventual perdeu força após a perícia.

Uma das versões aponta que Gabriel teria dado um comando para que um outro operador movimentasse um dos elevadores, acabando por ficar prensado entre os equipamentos. A perícia busca entender a sequência exata dos fatos e a possível negligência ou imprudência.

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Perícia e desinterdição da área

Após a conclusão dos trabalhos periciais nesta segunda-feira, a área onde ocorreu o acidente foi desinterditada. O local havia sido preservado para a perícia, mas a Polícia Civil informou que não há mais necessidade de manter o isolamento.

A investigação irá ouvir funcionários da empresa responsável pelos elevadores, o proprietário, testemunhas e o responsável técnico pela montagem. Representantes do Conselho Regional de Engenharia e do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado do Rio de Janeiro também estiveram no local, e seus levantamentos podem subsidiar a apuração.

A empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos, responsável pela montagem dos elevadores, foi contatada, mas não retornou até o momento. O caso será tratado como acidente de trabalho ou homicídio culposo, dependendo das conclusões da investigação.

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Fonte: G1

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