Aluguéis de Curta Duração no Rio: Crescimento Impulsiona Rede de Serviços e Gera Impacto Econômico e Social

Aluguéis de Curta Duração no Rio: Crescimento Impulsiona Rede de Serviços e Gera Impacto Econômico e Social

Mercado de Aluguel por Temporada no Rio de Janeiro se Consolida com Rede de Serviços Especializada O mercado de aluguéis por temporada no Rio de Janeiro tem experimentado um crescimento expressivo, transformando a locação de curta duração em um negócio com estrutura e margem próprias. O que antes era visto apenas como uma renda extra […]

Resumo

Mercado de Aluguel por Temporada no Rio de Janeiro se Consolida com Rede de Serviços Especializada

O mercado de aluguéis por temporada no Rio de Janeiro tem experimentado um crescimento expressivo, transformando a locação de curta duração em um negócio com estrutura e margem próprias. O que antes era visto apenas como uma renda extra para proprietários, agora atrai profissionais e empresas especializadas em gestão, limpeza e manutenção.

Essa profissionalização é essencial para quem deseja ter sucesso na plataforma, como aponta Mariana Martins, que passou a administrar 30 apartamentos após investir em um imóvel na região do Porto Maravilha. “Não dá para ser amadora. Se você não se profissionalizar, não consegue andar na plataforma, não consegue rentabilizar”, afirma.

O crescimento do setor é respaldado por números robustos de turismo. O Rio de Janeiro recebeu 884,5 mil turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando a cidade como o principal destino turístico do país. Conforme dados do Secovi-Rio, há cerca de 25 mil imóveis ativos nesta modalidade na cidade, um crescimento de 18% em um ano.

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Cadeia de Serviços e Impacto Econômico do Setor

A expansão dos aluguéis por temporada no Rio de Janeiro impulsionou a criação de uma vasta cadeia de prestadores de serviços. Desde administradoras de imóveis e empresas de limpeza até lavanderias e equipes de manutenção, o setor movimenta a economia local. “Houve um aumento significativo de serviços no entorno — restaurantes, minimercados, lojas de conveniência. Táxis e Ubers aumentaram muito”, observa Marcelo da Rocha Silveira, arquiteto e professor da UFRJ.

O impacto econômico é substancial. Um estudo da Fundação Getulio Vargas, encomendado pelo Airbnb, estima que o setor movimentou R$ 17,8 bilhões na economia do estado em 2024 e gerou mais de 110 mil empregos. Na capital, o valor chega a R$ 5,6 bilhões no PIB municipal, com 61,6 mil postos de trabalho. Para cada R$ 10 gastos com hospedagem, outros R$ 52 circularam em setores como alimentação, transporte e lazer.

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Desafios e Impactos no Mercado Imobiliário Tradicional

Apesar do aquecimento, o crescimento dos aluguéis por temporada também traz desafios. Nos últimos dois anos, a oferta de imóveis para locação tradicional na zona sul do Rio caiu 27,5%, com um aumento médio de 17% nos aluguéis, chegando a 50% em Copacabana, segundo o Secovi-Rio. O metro quadrado em Ipanema subiu 12,5% em 2025, mais que o dobro da média nacional.

Leonardo Schneider, vice-presidente de locação do Secovi-Rio, aponta o desequilíbrio entre oferta e demanda como principal fator para o aumento dos aluguéis tradicionais, citando também os juros altos que dificultam a compra de imóveis. Ele defende cautela antes de impor restrições mais severas, como as vistas em Barcelona e Nova York, ressaltando a importância de dados consistentes para comprovar a relação direta com a redução da oferta habitacional.

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Regulamentação e Conflitos em Condomínios

A expansão do mercado também gera debates em condomínios. Roberto Bigler, vice-presidente de condomínios do Secovi-Rio, destaca o impacto na convivência, com a rotatividade constante de pessoas alterando a dinâmica dos edifícios, e o desgaste físico das construções devido ao uso intensificado. Recentemente, o STJ decidiu que donos de imóveis em condomínios residenciais só podem oferecer aluguéis por temporada com autorização expressa de, no mínimo, dois terços dos condôminos.

Em paralelo, a Câmara Municipal do Rio aprovou em dezembro de 2025 um projeto de lei que propõe regulamentar a hospedagem intermediada por plataformas, prevendo cadastro de hóspedes e proprietários. A votação no plenário está prevista para 2026. Enquanto isso, o setor hoteleiro aponta concorrência desleal, mas para usuários de plataformas como o Airbnb, os públicos atendidos são distintos, com o Airbnb sendo ideal para famílias que buscam mais espaço e comodidade.

Fonte: g1

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