Ministro do TSE devolve ações que podem cassar governador do Rio, Cláudio Castro, para julgamento

Ministro do TSE devolve ações que podem cassar governador do Rio, Cláudio Castro, para julgamento

TSE retoma julgamento de ações contra Cláudio Castro O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Antonio Carlos Ferreira liberou para julgamento as ações que podem levar à cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). A decisão foi tomada nesta terça-feira (18), após o magistrado ter pedido vista do processo em […]

Resumo

TSE retoma julgamento de ações contra Cláudio Castro

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Antonio Carlos Ferreira liberou para julgamento as ações que podem levar à cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). A decisão foi tomada nesta terça-feira (18), após o magistrado ter pedido vista do processo em novembro do ano passado.

As ações foram movidas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e apontam suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. As acusações envolvem a utilização da Fundação Ceperj e da Uerj para a contratação de cabos eleitorais com verbas estaduais.

Além de Cláudio Castro, também são alvos o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), e o ex-vice-governador Thiago Pampolha. Caso condenados, os envolvidos podem perder seus mandatos e ficar inelegíveis por oito anos.

Leia também:  Alexandre de Moraes exige envio de imagens de operação com mais de 120 mortos no Rio para a PF

Investigação aponta uso indevido de órgãos públicos

De acordo com o Ministério Público, cerca de 45 mil contratações temporárias teriam sido realizadas no período eleitoral, sendo 27 mil na Ceperj e 18 mil na Uerj. Relatórios citados nas ações indicam pagamentos em espécie e saques que somariam aproximadamente R$ 248 milhões. O MPE argumenta que esse modelo foi utilizado para empregar apoiadores e influenciar o pleito eleitoral.

A defesa de Cláudio Castro sustenta que os programas executados possuíam finalidade legítima e foram realizados dentro da legalidade, sem qualquer vínculo com a campanha eleitoral. Argumentam ainda que o modelo de execução antecede o período eleitoral e que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) já reconheceu a ausência de provas de abuso.

Leia também:  Moraes exige do Governo do RJ imagens de megaoperação com 121 mortos e esclarecimentos do MP

Histórico do julgamento e possíveis desdobramentos

O julgamento no TSE foi suspenso após o voto da relatora, ministra Isabel Gallotti, que se manifestou pela cassação de Castro. Com a devolução da vista pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, caberá à presidência do TSE pautar a retomada da análise.

Em 2024, o TRE-RJ absolveu os acusados por 4 votos a 3, entendendo que não houve comprovação de finalidade eleitoral nas contratações. O MPE recorreu ao TSE, alegando que a decisão ignorou indícios relevantes.

Em caso de cassação, o governo do Estado seria assumido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Ricardo Couto de Castro. A definição sobre a forma de sucessão dependerá do tempo restante para o fim do mandato.

Leia também:  Witzel Tenta o Retorno: Ex-Governador Cassado Anuncia Pré-Candidatura ao Governo do Rio

Fonte: G1

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!