Crise no Rio de Janeiro afeta planos de Flávio Bolsonaro para 2026
A menos de duas semanas do início das convenções partidárias, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta sérias dificuldades para consolidar seu palanque eleitoral no Rio de Janeiro, seu principal reduto político. As indefinições ganharam um novo capítulo com a operação da Polícia Federal que investiga o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), indicado para disputar uma vaga ao Senado.
Canella, que é presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, foi alvo de mandado de busca e apreensão e acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma. Nos bastidores do PL, a avaliação é que o episódio inviabiliza a candidatura de Canella e enfraquece ainda mais o grupo político de Flávio no estado.
A situação se agrava com a desistência de Cláudio Castro de concorrer ao Senado e a demora na definição de um substituto, o que, somado ao caso Canella, gera fragilidade na organização da campanha dos aliados de Flávio Bolsonaro no Rio.
Operação da PF complica cenário para indicado ao Senado
O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, indicado para compor a chapa ao Senado na aliança entre PL e União Brasil, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma durante uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Embora o mandado fosse de busca e apreensão, a prisão em flagrante levanta questionamentos sobre a viabilidade de sua candidatura.
Dirigentes do PL avaliam que a operação enfraquece o grupo político de Flávio Bolsonaro e torna a candidatura de Canella “inviabilizada”. Apesar de as investigações serem conhecidas internamente, a indicação foi mantida devido à aliança partidária. Agora, integrantes do PL defendem reservadamente que o União Brasil apresente um novo nome para a disputa.
Desistência de Cláudio Castro e falta de substituto agravam a crise
O cenário já era instável com a renúncia do então governador Cláudio Castro, que abriu crise institucional e inviabilizou a estratégia de Flávio Bolsonaro de impulsionar a candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo estadual ou a um cargo interino. Castro, que era cotado para uma vaga no Senado, desistiu da disputa após ser alvo de operações da PF, deixando uma vaga em aberto.
Inicialmente, Sósthenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) eram os cotados para a vaga de Castro. Cavalcante perdeu força após pessoas ligadas a ele serem alvos de investigação. Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado, intensificou articulações, enquanto Jordy é visto como um nome com forte identificação ideológica com o eleitorado bolsonarista.
Demora na definição da chapa prejudica articulação política
A direção do PL fluminense esperava que Flávio Bolsonaro anunciasse o novo candidato ao Senado na semana passada, mas o senador alegou a necessidade de conversar com o pai, Jair Bolsonaro, antes de definir a chapa. Sua viagem aos Estados Unidos interrompeu as negociações.
Aliados de Flávio no Rio de Janeiro consideram que a demora na definição da chapa fragiliza o palanque estadual e dificulta a organização da campanha dos candidatos aliados, cenário que se tornou ainda mais delicado com a prisão de Márcio Canella.
Fonte: Metrópoles
