Crise no Rio: Secretário Ricardo Couto exonera 1,6 mil apadrinhados e deputados ameaçam expor "amantes" de desembargadores

Crise no Rio: Secretário Ricardo Couto exonera 1,6 mil apadrinhados e deputados ameaçam expor “amantes” de desembargadores

Crise Institucional no Rio: Cortes e Chantagem Política O Rio de Janeiro vive um momento de alta tensão política com o Secretário de Justiça, Ricardo Couto, exonerando aproximadamente 1,6 mil servidores comissionados. Essa medida drástica ocorre em meio a uma crise institucional que abala o judiciário estadual e tem gerado reações contundentes por parte de […]

Resumo

Crise Institucional no Rio: Cortes e Chantagem Política

O Rio de Janeiro vive um momento de alta tensão política com o Secretário de Justiça, Ricardo Couto, exonerando aproximadamente 1,6 mil servidores comissionados. Essa medida drástica ocorre em meio a uma crise institucional que abala o judiciário estadual e tem gerado reações contundentes por parte de deputados estaduais.

Em retaliação, parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ameaçam divulgar uma suposta lista de mulheres que teriam vínculos amorosos com desembargadores e receberiam salários sem desempenhar funções. A intenção por trás dessa manobra é clara: pressionar a magistratura e tentar frear o avanço do governo estadual sobre cargos indicados politicamente.

Essas ações expõem uma batalha acirrada entre os poderes Legislativo e Judiciário no estado, em um cenário de disputa por influência e controle da máquina pública. A informação sobre a ameaça dos deputados foi divulgada pelo jornalista Octavio Guedes, no blog do G1, e, até o momento, a suposta lista não foi apresentada publicamente.

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Pente-Fino e Nova Barreira Administrativa

Ricardo Couto, que também é desembargador e presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), assumiu o governo interinamente e tem focado em desidratar a base de sustentação política do antigo governo. As exonerações, que somam 1.568 servidores dispensados via Diário Oficial, foram complementadas por mais 94 cortes assinados pelo Secretário da Casa Civil, Flávio Willeman.

Para estancar o que o governo considera “loteamento político”, foi criada a Resolução SECC nº 188, publicada em maio de 2026. Esta norma exige que todas as novas nomeações para cargos comissionados e funções gratificadas passem por uma análise de integridade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A medida visa impedir a recomposição automática de indicados e tem como alvo os chamados “funcionários fantasmas”.

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Renúncia de Castro, Ceperj e Ação do MP Eleitoral

O aprofundamento da crise por cargos é consequência direta das recentes decisões judiciais em Brasília. Em março, Cláudio Castro renunciou ao governo antes de ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar da renúncia, ele foi condenado à inelegibilidade até 2030 por abuso de poder político e econômico, em decorrência de escândalos envolvendo as folhas de pagamento da Fundação Ceperj e projetos da Uerj nas eleições de 2022.

Para evitar que a renúncia seja usada como blindagem jurídica, o Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou ao TSE que a cassação do diploma do ex-governador seja expressa na decisão final.

Efeito Dominó na Alerj e Bloqueio no STF

O revés para o antigo governo se estendeu ao ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que também teve seu diploma cassado pelo TSE. Isso obrigou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a recontar votos e revisar a composição da Assembleia, enfraquecendo a base conservadora.

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Em uma tentativa de retomar o controle do Diário Oficial, o novo presidente da Alerj, Douglas Ruas, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir o governo interino, alegando estar na linha sucessória. O pedido foi rejeitado pelo ministro Cristiano Zanin, que manteve Ricardo Couto no comando do Executivo fluminense.

Encurralados pelas decisões do STF e TSE, e pelo desmonte promovido pelo Palácio Guanabara, os deputados da Alerj agora utilizam o vazamento de informações de bastidores como última estratégia para pressionar o Judiciário e tentar conter a “sangria” na máquina pública.

Fonte: G1

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