Velório de Debora Cruz emociona familiares e amigos no Caju
A cantora Debora Cruz, sobrinha do sambista Arlindo Cruz, foi velada nesta quarta-feira (22) no Crematório São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro. Debora faleceu aos 45 anos na última terça-feira (21), após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no início de julho e permanecer internada.
A cerimônia de despedida contou com a presença de familiares e amigos, que prestaram suas últimas homenagens à artista. Entre eles, estavam os primos e filhos de Arlindo Cruz, o cantor Arlindinho e a influenciadora digital Flora Cruz, além de Andrezinho Silva, ex-integrante do Molejo. A viúva de Arlindo Cruz, Babi Cruz, também esteve presente e relembrou o talento e a trajetória de Debora.
Bandeiras de escolas de samba como Unidos do Viradouro, Beija-Flor de Nilópolis e Mocidade Independente de Padre Miguel, onde Debora atuava no carro de som há dois anos, foram colocadas no local do velório. A Unidos do Viradouro, atual campeã do carnaval carioca, assim como os cantores Zeca Pagodinho e Dudu Nobre, enviaram coroas de flores em homenagem à artista.
Talento e Legado no Samba
Babi Cruz destacou o talento nato e a voz preciosa de Debora, lamentando que a artista não tenha alcançado todo o reconhecimento que merecia. Ela também ressaltou o carinho de Arlindo Cruz pela sobrinha, que o acompanhava em estúdios desde cedo, demonstrando seu potencial vocal.
O irmão da cantora, Gilberto Cruz, emocionou-se ao falar sobre a trajetória de Debora no Carnaval do Rio. Ele descreveu a irmã como um “mar do Carnaval” para a família, um talento ímpar reconhecido por todos no meio musical, deixando uma grande saudade e um legado de respeito e carinho.
Homenagens e Memórias
Marilha Munis, prima da sambista, descreveu Debora como uma pessoa maravilhosa, que amava cantar e a família. Ela lamentou a perda da artista em seu auge, ressaltando que Debora era sinônimo de alegria, samba e voz, e que sua memória permanecerá viva.
Verônica da Fé, produtora musical e amiga próxima de Debora, esteve ao lado da cantora até seus últimos momentos. Ela descreveu Debora como um amor e irmã de alma, e apesar da dor, acredita que a artista gostaria que a alegria do Carnaval continuasse, pois ela também era feita de alegria e amor.
Camilo Costa, namorado de Debora, a descreveu como uma pessoa muito amorosa, dedicada à família e parceira em todos os momentos. Ele mencionou a vida corrida que levavam, mas que o entendimento mútuo prevalecia.
Debora Cruz construiu uma forte trajetória no samba, atuando como cantora de apoio, em coros de sambas-enredo e em rodas dedicadas às obras de Arlindo Cruz e Acyr Marques.
Fonte: Agência O DIA
