Centro do Rio ganha Museu do Café em casarão histórico do século XVIII, com foco em história e tecnologia

Centro do Rio ganha Museu do Café em casarão histórico do século XVIII, com foco em história e tecnologia

Museu do Café do Rio de Janeiro revitaliza centro histórico com foco na cultura cafeeira O Centro do Rio de Janeiro ganhará um novo polo cultural dedicado à rica história do café no Brasil. Um casarão histórico, com origens que remontam ao século XVIII, está sendo transformado no Museu do Café do Rio de Janeiro. […]

Resumo

Museu do Café do Rio de Janeiro revitaliza centro histórico com foco na cultura cafeeira

O Centro do Rio de Janeiro ganhará um novo polo cultural dedicado à rica história do café no Brasil. Um casarão histórico, com origens que remontam ao século XVIII, está sendo transformado no Museu do Café do Rio de Janeiro. O projeto visa resgatar e celebrar o protagonismo do estado na cultura cafeeira, integrando memórias históricas com inovações tecnológicas e temas contemporâneos.

A iniciativa faz parte do programa Reviver Centro Cultural, da Prefeitura do Rio, e está prevista para ser inaugurada até o final deste ano. O museu ocupará um imóvel de 700 metros quadrados na Rua do Ouvidor, um ponto estratégico entre o Arco do Teles e a Praça Quinze, que já abrigou construções desde 1721, mas cuja edificação atual data de 1906.

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A empreendedora gaúcha Carla Teixeira, idealizadora do projeto, destaca a importância de preservar e divulgar a história brasileira. “As pessoas viajam para a Europa para conhecer a história dos outros. A gente tem que trazer essa semente para cá”, afirma Carla, que vive no Rio há 17 anos e vê no café um elemento unificador da identidade nacional e um elo histórico fundamental.

História e Arquitetura do Casarão

O prédio de três andares, com 13 portas e 26 janelas adornadas por varandinhas, possui uma fachada charmosa que reflete a arquitetura da época. Embora a construção atual seja de 1906, o local tem registros de ocupação desde 1721. O antigo sobrado foi demolido no final do século XIX após o bombardeio do encouraçado Aquidabã, durante a Revolta da Armada, um evento histórico que deixou marcas na vizinha Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, onde uma bala de canhão da época ainda é exposta.

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Experiência Imersiva e Tecnológica

O Museu do Café não se limitará a exposições estáticas. O projeto prevê um espaço dedicado à experiência completa do café, onde os visitantes poderão degustar a bebida, escolher o tipo de torra e acompanhar os processos de moagem. A ideia é atrair também o público jovem para o Centro, com apostas em interatividade e multimídia.

Carla Teixeira e seu marido, Cristiano de Mendonça, parceiro no empreendimento, planejam exposições focadas na produção brasileira, com itens antigos adquiridos em leilões, e também o uso de realidade virtual para visitas virtuais a fazendas produtoras parceiras. “Vamos apostar muito nessa parte de multimídia, com interatividade e visitas virtuais às fazendas produtoras parceiras, feitas com uso de óculos de realidade virtual”, explica Carla.

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Gestão Privada e Acesso ao Público

O museu terá gestão privada, seguindo uma tendência crescente no país. A expectativa é que a entrada seja gratuita na maioria das exposições, viabilizada por meio de patrocínios. Uma parceria já foi firmada com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Cristiano de Mendonça ressalta a pesquisa realizada para o projeto, incluindo visitas a museus privados de café, como o de Dubai.

O Museu do Café do Rio de Janeiro é uma das 83 iniciativas aprovadas pelo programa Reviver Centro Cultural, que busca recuperar imóveis ociosos na região central da cidade com projetos voltados à cultura. Outras iniciativas já em funcionamento incluem o Centro Carioca de Fotografia e a Casa Proeza.

Fonte: G1

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