Cedae pede anulação de acordo com Águas do Rio alegando pressão política e prejuízo financeiro

Cedae pede anulação de acordo com Águas do Rio alegando pressão política e prejuízo financeiro

Cedae contesta acordo milionário e busca revogação na Justiça A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) entrou com um pedido na Justiça para anular um acordo firmado com a concessionária Águas do Rio. A estatal alega que a negociação foi marcada por pressão política e que um desconto de 24,13% […]

Resumo

Cedae contesta acordo milionário e busca revogação na Justiça

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) entrou com um pedido na Justiça para anular um acordo firmado com a concessionária Águas do Rio. A estatal alega que a negociação foi marcada por pressão política e que um desconto de 24,13% foi concedido sem a devida análise técnica de impacto financeiro.

A auditoria realizada pela nova gestão da Cedae aponta que a aprovação do desconto pode ter sido influenciada por interferência do Governo do Estado durante o processo de negociação. A companhia argumenta que esse prejuízo financeiro pode comprometer a segurança hídrica do estado ao longo do período da concessão.

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A decisão de buscar a anulação do acordo reflete uma postura mais rigorosa da atual administração da Cedae em relação à gestão de contratos e ativos da companhia. A expectativa é que a Justiça analise as alegações e decida sobre a validade do acordo, que envolve valores significativos e tem impacto direto na prestação de serviços de água e esgoto para milhões de fluminenses.

Desconto sem base técnica levanta suspeitas

Segundo a auditoria interna, o desconto de 24,13% concedido à Águas do Rio não foi embasado por estudos técnicos que comprovassem sua necessidade ou viabilidade financeira. A falta de um parecer técnico robusto levanta questionamentos sobre a transparência e a legalidade do processo que culminou na aprovação do abatimento.

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Governo do Estado teria exercido influência na negociação

As investigações internas da Cedae sugerem que houve suposta interferência do Governo do Estado nas tratativas entre a companhia e a Águas do Rio. Essa alegação, se comprovada, reforça a tese de que o acordo pode ter sido conduzido com base em interesses políticos, e não em critérios técnicos e financeiros que resguardassem o patrimônio da estatal.

Prejuízo financeiro pode afetar segurança hídrica

A Cedae alerta que o impacto financeiro decorrente do desconto concedido pode ser severo, a ponto de comprometer a segurança hídrica do Rio de Janeiro até o final do contrato de concessão. A falta de recursos adequados pode, no futuro, dificultar investimentos necessários em infraestrutura e manutenção dos sistemas de abastecimento de água e saneamento básico.

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Fonte: G1

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