TCE dá cinco dias úteis para Prefeitura de Angra explicar nova taxa de turismo na Ilha Grande

TCE dá cinco dias úteis para Prefeitura de Angra explicar nova taxa de turismo na Ilha Grande

TCE apura irregularidades na nova taxa de turismo da Ilha Grande O Tribunal de Contas do Estado (TCE) notificou a Prefeitura de Angra dos Reis, concedendo um prazo de cinco dias úteis para que apresente esclarecimentos sobre a recém-implementada taxa de turismo na Ilha Grande. A solicitação, enviada diretamente ao presidente da Fundação de Turismo […]

Resumo

TCE apura irregularidades na nova taxa de turismo da Ilha Grande

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) notificou a Prefeitura de Angra dos Reis, concedendo um prazo de cinco dias úteis para que apresente esclarecimentos sobre a recém-implementada taxa de turismo na Ilha Grande. A solicitação, enviada diretamente ao presidente da Fundação de Turismo do município (Turisangra), João Willy Seixas Peixoto, também abrange explicações sobre possíveis fraudes na contratação de uma plataforma digital.

A plataforma, escolhida sem licitação, é destinada ao gerenciamento da Taxa de Preservação Ambiental. A decisão do TCE atende a uma representação protocolada pelo deputado estadual Jorge Felippe Neto e é assinada pelo conselheiro José Gomes Graciosa. A situação tem gerado críticas e revolta entre os moradores e comerciantes da região, que alegam falta de diálogo e transparência na imposição da nova cobrança.

Leia também:  Rio de Janeiro projeta R$ 12,8 bilhões em turismo e impulsiona o mercado náutico no primeiro semestre

Fábio Ferreira, representante da Associação dos Meios de Hospedagem da Ilha Grande, criticou a medida, classificando-a como “meramente arrecadatória, sem fins nenhum de ordenamento e sustentabilidade”. Ele ressaltou a indignação da população e do setor comercial, que não foram ouvidos e se sentem prejudicados pela falta de consulta pública e transparência no processo.

Contrato com fintech sob suspeita

O relatório do TCE contesta especificamente o contrato firmado com a empresa Cashpago Soluções. A prefeitura argumentou que a fintech possui um software exclusivo para gerenciamento financeiro em nuvem, o que justificaria a dispensa de licitação. No entanto, a denúncia levanta dúvidas sobre essa exclusividade, afirmando que o mercado de meios de pagamento e transações digitais é altamente competitivo e as ferramentas oferecidas pela empresa são comuns.

Leia também:  Embratur Lança "What's Up Rio": Guia Digital em Português e Inglês para Turistas no Carnaval Carioca 2026

A suspeita levantada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) é que o argumento de exclusividade tenha sido utilizado como um artifício para direcionar o contrato e evitar a obrigatoriedade de um pregão eletrônico. O deputado Jorge Felippe Neto solicitou, inclusive, a suspensão imediata dos repasses de percentuais da taxa ambiental para a empresa.

Próximos passos do processo

Antes de decidir sobre a suspensão do contrato, o relator do TCE considerou fundamental ouvir a prefeitura. O município tem até o final da próxima semana para apresentar sua defesa à Corte de Contas. Independentemente da resposta, o processo será encaminhado para auditoria técnica da Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE e, posteriormente, para o Ministério Público Especial, que analisarão o pedido de liminar para suspender o contrato.

Leia também:  Cabo Frio RJ: Guia Completo de Praias, Clima Ideal, Quando Ir e Onde Ficar em 2024

Em resposta à CBN, a Prefeitura de Angra dos Reis informou que ainda não havia sido notificada oficialmente, mas se colocou à disposição das autoridades para fornecer todas as informações necessárias que comprovem a lisura e a transparência do processo de contratação.

Fonte: G1

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!