Caso Henry Borel: Delegado diz que mensagens da babá foram cruciais para mudar rumo da investigação

Caso Henry Borel: Delegado diz que mensagens da babá foram cruciais para mudar rumo da investigação

Delegado detalha reviravolta no caso Henry Borel com base em mensagens da babá O segundo dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, foi marcado pelo longo depoimento do delegado Henrique Damasceno. Responsável pelas investigações iniciais, Damasceno reafirmou as conclusões do inquérito, […]

Resumo

Delegado detalha reviravolta no caso Henry Borel com base em mensagens da babá

O segundo dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, foi marcado pelo longo depoimento do delegado Henrique Damasceno. Responsável pelas investigações iniciais, Damasceno reafirmou as conclusões do inquérito, destacando que as mensagens encontradas no celular da babá de Henry foram determinantes para desmantelar a versão apresentada pelo casal.

Segundo o delegado, a análise dos diálogos com a babá, Thayná de Oliveira Ferreira, revelou episódios anteriores de agressão dentro do apartamento. “Sem aquelas conversas, a mentira poderia ter seguido”, afirmou Damasceno, ressaltando que as mensagens indicavam que Henry já apresentava sinais de violência semanas antes de sua morte.

Em um dos trechos citados, a babá relatou que, no dia 12 de fevereiro, Henry ficou sozinho com Jairinho e deixou o local mancando e chorando, com dores na cabeça. A funcionária teria pedido que Monique retornasse para casa. O delegado reforçou que Monique sabia das agressões e se omitiu, agindo de acordo com uma versão treinada.

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Mensagens da babá desmentiram versão do casal

Henrique Damasceno explicou que as conversas entre Thayná e Monique foram cruciais para comprovar que a mãe de Henry mentiu e sabia das agressões. “O que consta nos autos é que as conversas entre Thayná e Monique reforçam que ela mentiu e se submeteu a ser treinada. E depois admitiu que era uma versão mentirosa, ou seja, ela sabia das agressões”, declarou o delegado.

O delegado também comentou sobre as imagens de circuito interno do condomínio, que indicaram que o menino já estava sem reação ao ser levado no elevador na madrugada da morte. Damasceno reafirmou que a perícia do IML foi decisiva para esclarecer a causa da morte e que o relatório apontou Jairo como autor das agressões, com a ciência de Monique.

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Defesa de Jairinho questiona condução do inquérito

Durante o depoimento, a defesa de Jairinho tentou questionar a condução do inquérito, insinuando parcialidade. Damasceno negou qualquer favorecimento e afirmou que nunca recebeu benefícios relacionados ao caso. Ele também abordou o atendimento médico prestado à criança, explicando que algumas lesões podem ter relação com as manobras de ressuscitação.

O delegado relembrou o primeiro depoimento de Jairinho, que alegou ter dormido a noite toda após tomar medicação. Damasceno também citou contatos insistentes do ex-vereador com o Hospital Barra D’Or após a chegada de Henry à unidade.

Comportamento incomum de familiares de Monique chamou atenção

Um ponto que chamou atenção no depoimento foi o comportamento dos familiares de Monique logo após a morte de Henry. Segundo o delegado, a avó materna da criança não demonstrou preocupação com o neto, o que foi considerado incomum pela equipe policial. “Me chamou atenção a avó não ter perguntado sobre o neto logo depois do ocorrido. O natural seria querer saber o que aconteceu. Foi exatamente o contrário do que eu vi”, disse.

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A defesa de Jairinho mencionou uma carta da avó onde ela relatava que o delegado teria batido na mesa e afirmado que queria prender o ex-vereador logo. Damasceno questionou a afirmação, e o advogado recuou, dizendo que não estava insinuando nada.

Fonte: G1

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