Alerta de Ricardo Couto impulsiona desmonte de esquema milionário de corrupção no Instituto Rio Metrópole

Alerta de Ricardo Couto impulsiona desmonte de esquema milionário de corrupção no Instituto Rio Metrópole

Desembargador Ricardo Couto é peça-chave na investigação de fraude milionária no Rio Metrópole Uma auditoria determinada pelo desembargador Ricardo Couto, que governa interinamente o Rio de Janeiro, foi fundamental para a desarticulação de um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). A investigação resultou na prisão de Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, presidente […]

Resumo

Desembargador Ricardo Couto é peça-chave na investigação de fraude milionária no Rio Metrópole

Uma auditoria determinada pelo desembargador Ricardo Couto, que governa interinamente o Rio de Janeiro, foi fundamental para a desarticulação de um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). A investigação resultou na prisão de Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, presidente do órgão, e na denúncia de outras dez pessoas.

Os contratos sob suspeita, firmados entre julho de 2022 e maio de 2026, somam R$ 86 milhões e envolviam terceirizações irregulares, falhas na fiscalização e aditivos contratuais acima dos limites legais. As conclusões da auditoria foram encaminhadas ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), que já investigava as irregularidades.

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Esta é a primeira grande operação de fiscalização de contratos iniciada por Ricardo Couto após assumir o governo. Além de desligar mais de 4 mil servidores comissionados, muitos sob suspeita de serem “fantasmas”, o desembargador determinou um pente-fino nas licitações e contratações da gestão anterior.

Investigação ganha força com flagrante de dinheiro em espécie

A investigação criminal foi deflagrada em janeiro, após uma ex-fiscal do IRM ser flagrada transportando R$ 500 mil em espécie, sacados em uma agência bancária em Teresópolis. O flagrante aumentou as suspeitas do MP-RJ sobre as práticas no instituto.

Seis dos onze denunciados tiveram prisão decretada pela Justiça

Além de Davi Perini Vermelho (presidente do IRM), a Justiça decretou a prisão de outros cinco denunciados:

  • Mauricio Silva Knoploch dos Santos: ex-diretor de planejamento e projetos do IRM e integrante da comissão de licitação, apontado como articulador do direcionamento de licitações.
  • Amanda Íthala Santos da Paschoa: nora de Mauricio Knoploch e gestora de contratos do IRM.
  • Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia.
  • Franquis Dias Nepomuceno: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte.
  • Marcelo Lopes da Silva: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM.
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As auditorias são processadas pela Casa Civil, que notifica o Ministério Público em caso de suspeita de corrupção. O caso do IRM evidenciou terceirização irregular, falhas na fiscalização e aditivos contratuais em desacordo com a lei, ampliando as suspeitas já existentes.

Fonte: G1

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