Operação da PF contra Refit atinge ex-secretários de Cláudio Castro que são pré-candidatos no Rio

Operação da PF contra Refit atinge ex-secretários de Cláudio Castro que são pré-candidatos no Rio

Operação da PF mira ex-aliados de Cláudio Castro com pré-candidaturas no Rio A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na sexta-feira que, além do empresário Ricardo Magro e do ex-governador Cláudio Castro, atingiu ex-secretários estaduais que pretendem concorrer nas eleições deste ano. A investigação aponta para um “engajamento multiorgânico” da máquina pública em favor de […]

Resumo

Operação da PF mira ex-aliados de Cláudio Castro com pré-candidaturas no Rio

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação na sexta-feira que, além do empresário Ricardo Magro e do ex-governador Cláudio Castro, atingiu ex-secretários estaduais que pretendem concorrer nas eleições deste ano. A investigação aponta para um “engajamento multiorgânico” da máquina pública em favor de Magro, dono da Refit, empresa com dívidas bilionárias com o estado.

As secretarias de Meio Ambiente, então comandada por Bernardo Rossi (União), e de Polícia Civil, sob a chefia de Felipe Curi (PP), foram citadas na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou os mandados de busca e apreensão. Rossi e Curi são pré-candidatos ao Legislativo.

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A apuração indicou que membros do primeiro escalão do governo do Rio teriam colocado a gestão estadual a serviço de Magro, seja para facilitar as operações de empresas do grupo Refit, seja para dificultar investigações e a atuação de concorrentes. Um exemplo é a atuação do policial civil Maxwell Moraes Fernandes, que teria informado um lobista da Refit sobre denúncias de favorecimento, prejudicando a apuração. Fernandes foi promovido a comissário em janeiro, por ato do então secretário Felipe Curi, e R$ 500 mil em dinheiro vivo foram encontrados em sua residência.

Posições e Promoções em Destaque

Outro episódio citado pela PF envolveu Renato Jordão, ex-presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea). Ele se manifestou contrariamente ao esvaziamento de tanques de combustíveis da Refit, uma medida determinada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) após a refinaria ser interditada. Jordão alegou riscos com o uso de caminhões para a retirada do material, argumento criticado pela ANP. O Inea, sob Jordão, também cancelou a licença de operação de uma concorrente da Refit, segundo a decisão judicial.

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Bernardo Rossi, aliado de Castro, pretende concorrer a deputado federal. Ele já foi visto em um jantar com Ricardo Magro em Nova York, conforme revelado pela revista Piauí. A investigação também identificou contato entre dois policiais federais de Nova Iguaçu e um auditor fiscal suspeito de favorecer a Refit.

Policiais Federais e Favorecimento Investigado

Os policiais federais Márcio Pereira Pinto e Marcio Cordeiro Gonçalves mantinham contato com Carlos Eduardo França de Araújo, auditor fiscal investigado por suspeita de favorecimento à Refit. Segundo a PF, Araújo atuava para bloquear concorrentes e facilitar licenças para empresas do grupo de Magro.

Os dois policiais federais participaram da campanha do delegado da PF Ricardo de Carvalho a deputado estadual em 2022. Carvalho afirmou ter sido “pego de surpresa” com o envolvimento deles no caso da Refit, justificando que os chamou por considerá-los “de confiança” e por terem trabalhado juntos anteriormente.

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Fonte: O Globo

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