Desembarcar no Galeão vira prova de resistência: passageiro relata caos e assédio de taxistas

Desembarcar no Galeão vira prova de resistência: passageiro relata caos e assédio de taxistas

Caos e confusão na chegada ao Aeroporto do Galeão A experiência de desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão (GIG), no Rio de Janeiro, tem se tornado cada vez mais desgastante para os passageiros. Relatos indicam um cenário de desorganização, com pessoas oferecendo transporte sem identificação clara e abordagens invasivas. Em uma situação recente, um passageiro […]

Resumo

Caos e confusão na chegada ao Aeroporto do Galeão

A experiência de desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão (GIG), no Rio de Janeiro, tem se tornado cada vez mais desgastante para os passageiros. Relatos indicam um cenário de desorganização, com pessoas oferecendo transporte sem identificação clara e abordagens invasivas.

Em uma situação recente, um passageiro relatou ter sido alvo de assédio por parte de um taxista ao optar pelo taxímetro em vez de uma corrida com valor fixo, uma prática permitida pela legislação. O incidente gerou constrangimento entre os demais viajantes presentes.

Apesar de a preferência por taxistas de cooperativas ser um símbolo de segurança para muitos, a experiência vivida no Galeão contradiz essa percepção, transformando a saída do aeroporto em um desafio.

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A experiência de um passageiro

O passageiro, que optou por não ter seu nome divulgado, descreveu a situação como uma “gincana do antigo programa do Faustão”. Ao desembarcar de uma viagem internacional, ele e sua esposa buscaram um táxi de cooperativa. Antes mesmo de sair da área de desembarque, foram abordados por motoristas.

Ao perguntar sobre o início da fila, um motorista questionou se ele já havia pegado o cartão com valor tabelado, uma opção comum para turistas. Ao responder que preferia usar o taxímetro por ser do Rio, o motorista elevou o tom de voz, interpretando a fala como uma insinuação e iniciando uma discussão.

Intervenção e pedido de desculpas

A situação escalou com o motorista gritando com o passageiro e sua esposa, atraindo a atenção de outros viajantes. Outros taxistas da cooperativa intervieram para acalmar os ânimos e evitar que o conflito se agravasse.

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O casal foi então conduzido a outro veículo, com um dos motoristas pedindo desculpas pelo ocorrido. Mesmo contido pelos colegas, o taxista envolvido continuou a encarar e gesticular para os passageiros.

Posicionamento das entidades

A AEROCOOP – Cooperativa dos Condutores Autônomos de Táxis Convencionais que operam no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, emitiu uma nota lamentando os transtornos e afirmando que preza pela qualidade do atendimento. O novo presidente da cooperativa, Alexandre Merlim, prometeu melhorias nos serviços.

O RIOgaleão, concessionária do aeroporto, repudiou o comportamento do taxista e reforçou que o passageiro tem o direito de optar pelo taxímetro. O profissional envolvido no caso foi afastado de suas atividades no local.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), por meio da Superintendência Executiva de Táxi e Transporte Individual de Passageiros (SETT), informou que realiza fiscalizações e orientações diárias no Galeão para garantir atendimento com respeito, segurança e transparência.

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Apesar do incidente, o autor do relato reitera que sua confiança nos táxis como um pilar de segurança para o turista não foi abalada, agradecendo aos taxistas da Aerocoop que intervieram para evitar uma situação pior.

Fonte: O Globo

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